SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma psicóloga brasileira está desaparecida desde o dia 3 de março após ser vista pela última vez na cidade de Brightlingsea, no litoral da Inglaterra. Minutos depois, um alerta de emergência enviado pelo celular dela foi recebido por uma amiga no Brasil, com a última localização indicando um ponto no mar próximo à região de docas onde ela caminhava.
A brasileira é Vitória Figueiredo Barreto, 30, natural do Ceará. Segundo amigos e familiares, ela havia saído de uma universidade na região de Colchester e pegado um ônibus até as docas de Brightlingsea, área portuária próxima ao rio Tâmisa. Câmeras de segurança registraram parte do trajeto feito por ela antes do desaparecimento.
A psicóloga estava na Inglaterra desde janeiro. Antes, havia participado de um congresso no Marrocos, representando o Brasil pelo Instituto Quatro Varas, iniciativa ligada à terapia comunitária em Fortaleza. Após o evento, seguiu para o Reino Unido em busca de oportunidades acadêmicas, com a possibilidade de iniciar um doutorado. A reportagem tentou contato com a Embaixada do Brasil por mensagens de WhatsApp e e-mail, mas ainda não obteve retorno.
Segundo a psicóloga Fernanda Silvestre Costa, amiga e colega de profissão que mora com Vitória em Fortaleza, as duas mantinham contato diário por telefone. Na manhã do dia do desaparecimento, Vitória enviou apenas uma mensagem de bom dia.
"Todos os dias nós conversávamos de manhã. Nesse dia eu estava doente e não estendemos a ligação, mas ela mandou mensagem normalmente", afirmou.
Horas depois, Fernanda recebeu no celular um alerta de emergência enviado pelo iPhone da amiga. Os dois aparelhos estavam pareados. O sistema mostrou a última localização do telefone em um ponto no mar próximo à região onde Vitória havia sido vista.
"Quando liguei o telefone recebi o alerta. O sinal indicava um ponto no mar perto de onde ela estava", disse.
Segundo a amiga, Vitória havia saído para conhecer a cidade, algo que costumava fazer quando viajava. "Ela gostava de caminhar e explorar os lugares. Era comum ela sair para conhecer a cidade", afirmou.
As últimas imagens obtidas por câmeras de segurança mostram Vitória caminhando pela região das docas e conversando com pessoas que estavam no local. Em determinado ponto do trajeto, porém, não há mais registros.
De acordo com Fernanda, a polícia britânica realizou inicialmente buscas em terra, incluindo hospitais, igrejas, escolas e residências da região, para verificar se a brasileira poderia ter passado mal ou se desorientado.
"Eles investigaram se ela poderia estar em hospitais ou em algum lugar da cidade, mas não encontraram nenhum registro", disse.
A mãe de Vitória e o noivo acompanham as autoridades locais nas buscas em terra, que incluem verificações em hospitais e na região onde ela foi vista pela última vez. Fernanda afirma que familiares e amigos defendem que as buscas também se concentrem na área marítima próxima às docas, onde o celular indicou a última localização.
"As buscas no mar ainda não começaram. A Embaixada do Brasil disse que está prestando apoio, mas não sabemos exatamente qual tipo de apoio está sendo prestado", afirmou a amiga.