SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma atleta morreu neste domingo (08) depois de passar mal durante a prova Ironman 70.3 em Curitiba.

O competidor precisou de atendimento na etapa de ciclismo. Essa é a fase em que os atletas pedalam por 90 km. Segundo a organização do evento, a equipe médica no local identificou que ele estava passando mal e logo prestou socorro.

Participante foi levado ao hospital. Após receber os primeiros cuidados, a pessoa foi encaminhada para um centro médico na região. "Apesar de todos os esforços das equipes envolvidas, infelizmente o atleta veio a falecer", disse a organização, que não divulgou a identidade.

Em nota, organização disse que está dando apoio aos familiares. "Expressamos nossas mais sinceras condolências à família e aos amigos do atleta", disse.

Evento esportivo recebeu 1.400 atletas, segundo o governo do Paraná. Na competição, os participantes nadaram 1,9 km na Represa do Passaúna, depois pedalaram 90 km entre Araucária e Campo Largo, na região metropolitana, e terminaram a prova com 21 km de corrida no Parque Barigui.

MORTES EM PROVAS ESPORTIVAS

Nos últimos anos, mortes em provas de longa distância foram relatadas. Em novembro de 2024, um homem morreu durante uma prova de corrida em São Paulo. No fim de janeiro do ano passado, outro atleta amador passou mal enquanto corria e morreu na metade do percurso. Ambos faziam uma meia maratona, o trajeto de 21 km.

Os eventos são raros, mas chamam atenção. De modo geral, correr reduz a mortalidade por todas as causas e os fatores de risco cardiovascular, mesmo que se corra pouco e devagar. Na verdade, o sedentarismo é mais perigoso e está entre as dez principais causas de morte e incapacidade, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Morte cardíaca súbita em provas de longas distâncias é um evento muito raro. No livro "Correr: o Exercício, a Cidade e o Desafio da Maratona", o médico Drauzio Varella explica que os episódios estão geralmente ligados a problemas prévios ainda não diagnosticados, como anomalias congênitas ou alterações anatômicas que interferem no fluxo sanguíneo. "Mesmo quando não causam sintomas na vida diária, tais anormalidades podem provocar infartos, caso o coração seja submetido a esforços intensos", escreve.

Para diminuir o risco, é essencial aumentar a intensidade e a distância aos poucos. Se a pessoa não se adapta e decide correr longas distâncias, o corpo não vai aguentar o estresse inesperado. Além do treinamento, vale a máxima de que descanso também é treino.