SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois homens foram presos entre a manhã de sábado (7) e a deste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, suspeitos de praticarem dois feminicídios distintos em Praia Grande, no litoral paulista.
O primeiro caso, no sábado, envolve um homem de 46 anos que teria assassinado a tiros sua mulher, de 40 anos. A ocorrência se deu no bairro Vila Sônia.
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública do estado), a vítima estava caída no chão quando foi encontrada pelos policiais. Ela chegou a ser socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu. A arma usada para o crime e um veículo foram apreendidos.
No segundo caso, por sua vez, a vítima tinha 34 anos. O suspeito tem 40. A PM chegou até a residência dele, segundo a SSP, após familiares relatarem ameaças publicadas em uma rede social. A mulher estava caída na sala do imóvel quando os agentes chegaram à residência. O local, no bairro Tupiry, passou por perícia.
Os casos ocorrem ao mesmo tempo em que o estado de São Paulo registra recordes em números relacionados a feminicídio.
Balanço da SSP divulgado no início deste ano mostra que aumento de 8,1% nos casos de feminicídio em 2025, atingindo o maior número da série histórica iniciada em 2018 para esse tipo de crime. Foram 266 casos de mulheres assassinadas em razão do gênero, contra 246 em 2024, segundo dados da pasta.
No total, segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 13% das vítimas de feminicídio tinham medida protetiva ativa no momento da morte -ou seja, haviam buscado ajuda do Estado antes do crime.
Os dados abrangem 1.127 feminicídios registrados em 16 unidades da federação. Em 148 casos, a mulher já havia acionado o sistema de Justiça e recebido decisão protetiva, decisão que não impediu o desfecho letal.