SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O influenciador Felipe Heystee virou réu e teve a prisão preventiva decretada em Cotia (SP) após denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A 1ª Vara Criminal de Cotia recebeu a denúncia contra Luís Felipe de Oliveira, conhecido como Felipe Heystee, e decretou sua prisão preventiva na quarta-feira (4). Ele é acusado de estelionato praticado por meio de fraude eletrônica, o "golpe do amor".
Ele teria causado prejuízo de quase R$ 208 mil a um homem que acreditava estar num relacionamento com uma mulher. O caso começou em 2022, quando a vítima conheceu "Luana" num aplicativo de relacionamentos.
Cerca de três meses depois, esse perfil lhe vendeu R$ 17 mil em antiguidades que o homem nunca recebeu. Depois, teve início o relacionamento romântico entre os dois, no qual "Luana" pedia que ele pagasse boletos que somaram o prejuízo de R$ 207.604,55. Ele diz que entendeu ser vítima de um golpe após análise de transferências financeiras e de vídeos publicados por Felipe.
Além da denúncia do MP, a vítima também abriu um processo de danos morais. Em janeiro, Felipe foi condenado a ressarcir os R$ 208 mil e pagar uma indenização de R$ 10 mil. A condenação foi uma sentença de revelia, o que significa que o influenciador não apresentou sua defesa no tempo estipulado pela Justiça.
Agora, o Ministério Público também pediu o bloqueio de bens de Felipe. A Justiça aceitou o pedido na mesma decisão que o transformou em réu.
O promotor Renan Mendes Rodríguez ressalta que o réu tem grande alcance nas redes sociais. De acordo com o MP, ele soma cerca de 2,3 milhões de seguidores no TikTok e 1,5 milhão e 451 mil em perfis do Instagram.
O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
O MP sustenta que o influenciador usou a própria visibilidade para além do golpe investigado. Conforme a apuração, ele teria publicado vídeos na internet com táticas sobre como obter dinheiro de forma fraudulenta.
A Promotoria afirma que ele já tinha um histórico de golpes. Segundo o órgão, ele já havia sido citado em diferentes ocorrências ligadas a fraudes em plataformas digitais e teria feito outras vítimas.
A defesa de Luís Felipe de Oliveira foi procurada, e este texto será atualizado quando houver resposta. A vítima não foi localizada, e o espaço segue aberto para manifestações.