RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (10) uma mulher de 33 anos suspeita de cometer violência sexual contra as próprias filhas e de produzir e compartilhar material com abuso sexual infantil na internet. A ação ocorreu na Baixada Fluminense, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
A polícia não divulgou o nome da investigada nem informou o conteúdo do depoimento prestado por ela aos agentes. A reportagem não conseguiu localizar a defesa da mulher.
De acordo com os investigadores, as vítimas são duas filhas da mulher, de 4 e 9 anos. As crianças foram identificadas e encaminhadas para acompanhamento do Conselho Tutelar.
As investigações tiveram início em 2025, após análises de dados e informações de inteligência apontarem a publicação de arquivos com cenas de abuso infantil em fóruns da chamada dark web, área da internet só acessada por meio de softwares específicos.
Ainda segundo a Polícia Federal, há indícios de que a investigada também compartilhava os vídeos por meio de aplicativos de mensagens.
A mulher foi presa e deve responder pelos crimes de estupro de vulnerável, além de produção, armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil.
A lei brasileira prevê que todo estupro de menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável.
Segundo a PF, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva (sem prazo)contra a mulher e dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ela. Durante a operação, os agentes recolheram o telefone celular da investigada, que será submetido à perícia.
Em nota, a Polícia Federal orientou pais e responsáveis a acompanharem a atividade de crianças e adolescentes na internet e a manterem diálogo aberto sobre os riscos no ambiente digital, além de observar mudanças de comportamento que possam indicar situações de risco.
"Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. (...) É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda", diz a PF.