RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Ao menos cinco ônibus foram usados como barricadas na Praça Seca, na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (16). Os veículos tiveram as chaves retiradas e foram atravessados na rua Cândido Benício, uma das vias mais movimentadas da região, para bloquear a passagem.
A rua foi liberada por volta das 14h, após a retirada das barricadas, segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio. O trânsito, porém, seguiu intenso na região.
Além dos ônibus, caçambas de lixo também foram colocadas na pista para impedir a circulação de veículos.
Segundo a Polícia Militar, a ação ocorreu em represália à morte de um homem baleado durante confronto com agentes no Complexo da Covanca, também na zona oeste, na manhã desta segunda.
De acordo com a corporação, policiais do 18º BPM faziam patrulhamento na comunidade quando avistaram homens em atitude suspeita. Ao perceberem a aproximação da equipe, os suspeitos teriam atirado contra os agentes, dando início a um confronto. Um deles foi baleado, levado à UPA da Taquara, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola. Até última atualização, não havia informações sobre presos na ação.
Ainda segundo a PM, após a ação policial, criminosos utilizaram ônibus para obstruir a rua Cândido Benício. Equipes do batalhão e do Recom (Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões) foram enviadas ao local.
Os ônibus usados como barricadas pertencem às linhas 371 (Praça Seca x Praça da República), 306 (Praça Seca x Castelo) e 565 (Tanque x Gávea), segundo o sindicato Rio Ônibus.
Por causa da ocorrência, algumas linhas tiveram o itinerário alterado, entre elas 306, 766 (Madureira x Freguesia), 353 (Gardênia Azul x Terminal Gentileza), 636 (Merck x Saens Peña) e 371.
A circulação do BRT no corredor Transcarioca também foi afetada. Por segurança, as linhas 35 (Madureira x Alvorada), 41 (Terminal Recreio x Paulo da Portela) e 46 (Alvorada x Penha) chegaram a ser temporariamente interrompidas na altura da estação Ipase, segundo a Mobi-Rio.
Unidades de saúde da região mantiveram atendimento, mas suspenderam atividades externas. A Secretaria Municipal de Saúde informou que duas clínicas de atenção primária adotaram a medida por causa da situação de violência.