SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou nesta terça-feira (17) integrantes do Comando Vermelho suspeitos de liderar o tráfico de drogas em pontos turísticos da Lapa , região central da cidade. Entre os pontos estão os Arcos da Lapa e a Escadaria Selarón.
A denúncia foi apresentada à Justiça após investigações realizadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Também nesta terça, a Polícia Civil realizou no bairro uma operação para cumprir 28 mandados de prisão preventiva e onze mandados de busca e apreensão contra os denunciados. Dezessete pessoas foram presas. Os mandados foram expedidos pela Justiça, a pedido do Ministério Público.
Segundo a investigação, o tráfico de drogas era realizado em casarões abandonados e locais estratégicos da Lapa. São áreas com grande circulação de moradores, turistas e frequentadores da vida cultural e noturna do bairro. Ficam ali casas de shows como o Circo Voador e a Fundição Progresso.
A apuração mostra que estabelecimentos comerciais eram usados como apoio logístico e financeiro do grupo criminoso. A ação aponta também a participação de adolescentes no tráfico, além de uma estrutura com divisão hierárquica de funções, uso de armas de fogo, sistema de alertas e rotas de fuga para escapar da polícia.
A investigação foi realizada durante um ano e dois meses pela 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela região.
De acordo com os policiais, a preparação e a distribuição das drogas eram realizadas na comunidade do Fallet-Fogueteiro, próxima ao bairro boêmio e onde ocorreram parte das prisões.
Em nota, a Polícia Civil informou que alguns dos investigados atuavam como gerentes de carga e não possuíam antecedentes criminais. Eles são apontados como responsáveis pela logística do tráfico.
A Lapa recebeu 1,2 milhão turistas brasileiros e 347 mil estrangeiros em 2025, segundo o Observatório do Turismo Carioca, da Secretaria Municipal de Turismo.
A Prefeitura do Rio anunciou nesta semana a restauração dos 42 Arcos, um dos principais marcos da arquitetura colonial no país, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A última reforma no cartão-postal ocorreu em 2022.
O poder público vai gastar R$ 1,7 milhão para limpar e renovar a pintura. Foi anunciada também a revitalização do pavimento da praça Cardeal Câmara e do passeio em pedras portuguesas no entorno do ponto turístico.
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