SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Claudio Augusto dos Santos, o "Jiló dos Prazeres", apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, morreu em confronto com o Bope durante uma operação da Polícia Militar no Rio.

Jiló era tratado pela polícia como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região central da capital fluminense. Aos 55 anos, ele foi morto em uma troca de tiros durante uma ação em comunidades como Prazeres, Fallet e Fogueteiro, na manhã de hoje.

Histórico criminal de Jiló somava mais de 135 anotações, com registros desde a década de 1990. Ele respondia por crimes como homicídio, sequestro, cárcere privado e tráfico de drogas, e tinha oito mandados de prisão em aberto, de acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Investigadores apontavam que Jiló controlava pontos de venda de drogas em diferentes áreas do Centro do Rio. Em 2018, uma apuração o colocou como responsável pelo comércio de entorpecentes em um casarão na Rua do Lavradio.

O nome de Jiló também apareceu em investigações sobre grandes apreensões de drogas na cidade. Em 2024, uma operação da Polícia Civil apreendeu cinco toneladas de drogas na comunidade do Fallet, em Santa Teresa, que, segundo as investigações, pertenceriam ao grupo do qual ele fazia parte.

SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO EM MORTE DE TURISTA

Jiló era apontado como um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, em dezembro de 2016. Bardella, de 52 anos, entrou no Morro dos Prazeres por engano enquanto andava de moto com um primo e foi baleado na cabeça, morrendo no local.

Na época do crime, ele tinha deixado a prisão havia cerca de 30 dias. Jiló havia sido preso nos anos 1990, recebeu progressão de pena, mas não teria cumprido as condições, sendo detido novamente em 2012.

A operação em que ele morreu mobilizou mais de 150 policiais militares e teve como alvo assaltantes e traficantes. A ação foi baseada em informações da Subsecretaria de Inteligência e contou com apoio do 5º BPM (Praça da Harmonia)