SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (20) mais uma suspeita de envolvimento em uma rede de exploração sexual infantil ligada a um piloto de avião detido em fevereiro em São Paulo. A ação integra a terceira fase da operação Apertem os Cintos.

A investigação aponta que a mulher tem ligação com o piloto Sergio Antonio Lopes, preso dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, sob suspeita de comandar o esquema criminoso. A reportagem não localizou o responsável pela defesa do piloto.

Policiais da DHPP (4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia) cumpriram mandados de prisão temporária e busca e apreensão contra a suspeita na região do Campo Belo, também na zona sul de São Paulo. A identidade dela não foi divulgada, o que impossibilitou o contato da reportagem com a defesa.

Segundo as investigações, a mulher presa nesta fase atuava no aliciamento de outras mulheres para integrar a rede de exploração sexual e também fornecia material pornográfico envolvendo crianças da própria família.

Até o momento, ao menos dez vítimas foram identificadas no esquema, sendo nove menores de idade e uma maior.

A operação teve início em fevereiro deste ano no âmbito de uma investigação que transcorre desde outubro de 2025. Na primeira fase, o piloto Sergio Antonio Lopes foi preso. A segunda etapa foi realizada na semana passada, no Espírito Santo, onde outra mulher foi presa e duas vítimas foram identificadas, incluindo uma criança de 3 anos.

Com a prisão desta sexta-feira, já são seis pessoas detidas por envolvimento no suposto esquema criminoso, sendo um homem e cinco mulheres.

A Polícia Civil informou que a unidade especializada segue em investigações, com a realização de interrogatórios, indiciamentos e análise pericial do material apreendido, que compõe o conjunto de provas do inquérito.

A polícia aponta que o suspeito produzia, armazenava e compartilhava material de exploração sexual infantil, além de ameaçar as vítimas para manter o esquema em funcionamento.

"Um dos casos envolve uma avó de duas adolescentes, presa por vender as próprias netas para exploração sexual. Uma das vítimas hoje tem 18 anos, mas os abusos começaram quando ela tinha cerca de 13. A outra tem atualmente 14 anos e passou a ser abusada por volta dos 11", afirmou a polícia na ocasião da primeira etapa da investigação.

Segundo a polícia, no celular do piloto os investigadores encontraram vasto material com fotos e vídeos de diversas meninas, inclusive crianças muito pequenas.