SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A linha 15-prata do Metrô de São Paulo circula com velocidade reduzida na manhã desta segunda-feira (23). A medida, segundo a Companhia do Metropolitano, se deve a restrições operacionais.

O problema começou por volta das 5h55 e permanecia ativo até a publicação deste texto.

As restrições, disse o Metrô em nota, ocorrem no chamado Pátio Oratório, área usada para estacionamento, manutenção e manobras dos trens, e impedem a entrada de alguns carros do monotrilho na operação.

O Metrô afirmou ainda que uma equipe de manutenção atua para normalizar o problema.

"Em todas as estações da Linha 15-Prata também é feito controle de fluxo para maior segurança aos passageiros, evitando maior aglomeração nas plataformas. O Metrô pede desculpas pelos transtornos provocados", disse em nota.

Na sexta (20), uma falha em um dos trens da linha 15-prata fez com que passageiros descessem dos vagões e caminhassem sobre os trilhos, a cerca de 15 metros de altura.

O problema ocorreu na região da estação Vila Prudente, na zona leste da capital paulista.

De acordo com o Metrô, o problema foi causado por uma falha elétrica por volta das 16h30.

"Em razão dessa interferência, o protocolo de esvaziamento de um trem foi acionado, com agentes do Metrô conduzindo os passageiros em segurança pela passarela de emergência, que conta ainda com telas abaixo, por medida de segurança", disse a companhia, em nota.

Segundo mapa dos trilhos do metrô, os trens da linha 15-prata e da 3-verde (os dois ramais são conectados exatamente na Vila Prudente) operavam em velocidade reduzida por volta das 18h.

Os trens, diz a nota, circulam em carrossel entre as estações Oratório e Jardim Colonial, com um trem circulando em via única entre as estações Vila Prudente e Oratório, além de ônibus do sistema Paese em apoio.

O projeto origial da linha 15-prata prevê 26,6 quilômetros de extensão com 18 estações. Quando concluídos por completo, os trilhos devem ligar os distritos de Ipiranga e Cidade Tiradentes.

HISTÓRICO DE FALHAS

No dia 20 de janeiro, falhas no sistema de controle paralisaram a linha 15-prata do monotrilho de São Paulo duas vezes.

Após circularem com velocidade reduzida desde as 6h, os trens pararam de vez às 10h55. E só voltaram a circular às 16h19, cerca de cinco horas e meia depois. O Metrô informou, porém, que precisou interromper a circulação novamente às 19h49 devido a outra pane nos sistemas de controle.

Em setembro do ano passado, um bloco de concreto caiu de uma altura de 15 metros sobre uma ciclovia na avenida Luiz Inácio Anhaia Mello, na zona leste da capital.

Já em 2020, o estouro de um pneu lançou uma placa de metal que caiu na avenida Sapopemba e paralisou a linha durante cerca de cem dias.

Um ano antes, dois trens se chocaram na estação Jardim Planalto. Um dia depois, um equipamento chamado terceiro trilho se soltou e ficou pendurado a 15 metros do solo. Depois, o muro de uma das novas estações desabou sobre a escada que dá acesso à plataforma.