SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma jovem de 24 anos foi morta a tiros na madrugada deste domingo (22) em Bragança Paulista (SP).
Luene Moraes foi encontrada morta com diversos disparos pelo corpo. Ela estava dentro do próprio carro, na rua Doutor Freitas, no bairro Matadouro, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).
A mulher teria sido perseguida pelo ex-companheiro pelas ruas da cidade. Segundo uma testemunha, ela estava no veículo quando o homem, que dirigia uma moto, iniciou uma discussão e atirou contra ela em seguida.
O suspeito fugiu após o crime, mas foi localizado após denúncia. De acordo com a Polícia Militar, uma pessoa teria repassado informações de que ele poderia estar escondido na casa de um amigo no bairro São Miguel.
PMs o acharam em uma mata atrás da residência. Os agentes afirmaram que ele estava deitado no chão e atirou contra a equipe, que prendeu o homem e o levou para delegacia. Corporação afirma que ele confessou o assassinato.
O agressor teria descumprido medida protetiva outras vezes e havia um histórico de perseguição. Ao jornal local Bragança em Pauta, o pai da vítima relatou outros dois episódios: em um deles, o homem teria invadido a casa de Luane e a agredido; em outra ocasião, ela foi baleada por ele e resistiu aos ferimentos. "Ele seguia minha filha onde quer que ela ia, ele sabia tudo o que minha filha fazia, até que chegou o dia que ele fez o serviço de matá-la", lembrou Jair Mendes.
"Ele é uma tranqueira, um assassino. Se por acaso liberarem ele, é que não existe justiça neste mundo. Isso eu falo de peito aberto, sou pai da menina", afirmou ainda Jair.
O suspeito não teve a identidade divulgada. Por isso, a reportagem não pôde localizar sua defesa, mas o espaço segue aberto para manifestação.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.