SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Vigilância Sanitária de Santa Catarina encontraram 1.356.488 unidades de medicamentos injetáveis pré-produzidos em uma farmácia de manipulação em Palhoça.
Em inspeção realizada na última semana, a equipe descobriu que a farmácia trabalhava em escala industrial e não exigia a prescrição médica, além de apresentar falhas nos processos de esterilização de produtos.
Medicamentos injetáveis variados eram vendidos de acordo com a demanda de consumidores, sem prescrição médica, o que é proibido. A produção de medicamentos só pode ocorrer para atender um pedido médico específico, prévio e individualizado.
A fiscalização apontou também fragilidade na prevenção, com risco de contaminação biológica por microrganismos como bactérias e fungos. Os problemas encontrados na condução do processo de manipulação e nos materiais em contato com as fórmulas levou à interdição da linha de produção que são esterilizados por envase asséptico.
Segundo nota divulgada pela Anvisa, a esterilização é uma etapa necessária e essencial na produção de medicamentos injetáveis e garante que o medicamento final fique livre de microrganismos.
No envase asséptico, a formulação é inserida em recipientes também esterilizados, que devem ser vedados para impedir a entrada de ar, gases ou outras substâncias.
Na farmácia também foram encontradas matérias-primas de tirzepatida, conhecida pelo nome comercial Mounjaro, sem os testes e controles adequados.
Norma da Anvisa de agosto de 2025 estabelece diretrizes rígidas e padronizadas para a importação, controle de qualidade e manipulação de matérias-primas como a tirzepatida.