(UOL/FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, condenou o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, mas evitou confirmar o envio de tropas à região.
Albanese criticou o impacto do bloqueio na economia global. Ele falou sobre o tema nesta terça-feira (24), em Camberra, ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O premiê não respondeu se a Austrália vai ajudar a proteger o estreito. Segundo o The New York Times, ele destacou o apoio militar já enviado aos Emirados Árabes Unidos.
O governo australiano deslocou uma aeronave e mísseis para a região. O pacote atende a um pedido dos Emirados Árabes Unidos e inclui armamentos ar-ar de alcance médio, conhecidos como AMRAAMs.
PARCERIA COMERCIAL E ROTA DE PETRÓLEO
A Austrália tem os Emirados Árabes Unidos como seu maior mercado de exportação de armas. Os dois países assinaram um acordo de parceria estratégica no ano passado.
O bloqueio do Estreito de Ormuz afeta os preços de energia no mundo. A passagem marítima funciona como uma rota vital para o fluxo de petróleo global.
PRESSÃO DOS ESTADOS UNIDOS
O presidente dos Estados Unidos criticou a postura australiana. Donald Trump afirmou recentemente que ficou "muito surpreso" com a ausência de navios de guerra da Austrália na região.
Aliados dos EUA recusam os pedidos de ajuda militar de Trump. Diversos países consideram a navegação no local muito perigosa devido à ameaça de ataques do Irã.
As nações temem entrar de forma direta na guerra. Mesmo com a alta nos preços da energia, os governos preferem evitar o envolvimento no conflito entre os EUA e Israel.