SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Apenas 13 países e territórios cumprem os padrões seguros de qualidade do ar recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), revela um novo relatório da empresa suíça IQAir.

O Paquistão lidera o ranking mundial de poluição do ar. O país registra 67,3 µg/m³ de partículas finas, nível mais de 13 vezes superior ao limite seguro, seguido por Bangladesh e Tajiquistão.

Chade e República Democrática do Congo são os mais poluídos fora da Ásia. Os dois países africanos têm médias acima de 50 µg/m³, enquanto Uganda e Egito também registram níveis altos.

O Peru (40º) tem o pior ar da América do Sul, e o México (50º) lidera na América do Norte e Central. A Armênia (24ª) é a mais poluída da Europa, enquanto Índia (6ª) e China (20ª) registraram leve melhora.

O Brasil ocupa a 93ª posição entre os locais mais poluídos. A média nacional é de 10 µg/m³, o menor índice em sete anos. São Paulo é a 50ª cidade mais poluída do mundo, ranking liderado por Pequim.

O relatório da IQAir mede a concentração de PM2,5 (partículas finas e perigosas). Essa poluição surge de poeira, fuligem de veículos, emissões industriais e compostos químicos.

OS 13 LOCAIS COM AR SEGURO

Apenas 13 locais cumprem o limite de até 5 µg/m³ estipulado pela OMS. A lista inclui representantes de várias partes do mundo que conseguem manter o ar limpo.

Polinésia Francesa, Nova Caledônia, Austrália e Nova Zelândia representam a Oceania. A Polinésia Francesa tem o melhor índice global, com apenas 1,8 µg/m³.

Barbados, Porto Rico, Bermudas e Argentina são os destaques das Américas. Estes quatro locais conseguem manter a poluição abaixo do limite de alerta.

Islândia, Estônia e Andorra lideram a qualidade do ar na Europa. Os três países europeus cumprem rigorosamente as diretrizes mundiais de saúde.

Maldivas e Gabão são as exceções na Ásia e na África. Eles completam o grupo mundial de 13 territórios livres da alta poluição atmosférica.

IMPACTOS NA SAÚDE

A poluição do ar representa uma grande ameaça ambiental à saúde humana. A OMS avalia que o problema empata com as mudanças climáticas em nível de gravidade.

A exposição ao ar sujo causa cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano. As partículas finas entram nas vias respiratórias e provocam asma, bronquite e problemas do coração.

O contato prolongado com a poluição também eleva o risco de câncer. A doença atinge especialmente o pulmão, além de agravar outras condições crônicas de saúde.