SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O SUS (Sistema Único de Saúde) passará a oferecer um teste rápido para diagnóstico de dengue nas unidades de saúde. A portaria do Ministério da Saúde sobre a incorporação do exame à rede pública foi publicada nesta quinta-feira (26), no Diário Oficial da União.

O teste rápido de dengue NS1 detecta uma proteína produzida pelo vírus durante a fase aguda da infecção e é indicado para uso nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas, quando o vírus está em replicação ativa no organismo.

A incorporação do teste não garante disponibilidade imediata. A oferta efetiva depende de compra e distribuição de insumos por estados e municípios.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a proteína NS1 está presente nos quatro sorotipos da dengue. Um resultado positivo confirma a infecção aguda, mas um resultado negativo não exclui o diagnóstico. O diagnóstico mais rápido da dengue facilita o início do tratamento adequado.

Embora a dengue tenha desacelerado em relação aos anos anteriores, a doença provocou a morte de 28 pessoas no Brasil em 2026 (até 10 de março), segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.

Há outros métodos disponíveis para o diagnósico da dengue autorizados pela Anvisa. Os testes de sorologia detectam anticorpos produzidos pelo sistema imunológico e são recomendados a partir do sexto dia de sintomas. São úteis para identificar se o paciente já teve contato com o vírus no passado, mas têm limitações para distinguir os quatro sorotipos da doença.

Já o RT-PCR é uma técnica molecular capaz de identificar o material genético do vírus e diferenciar os sorotipos, com alta sensibilidade mesmo nos estágios iniciais da infecção ?embora possa ter dificuldades quando a carga viral é baixa.