CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Duas mulheres que trabalhavam como motoristas de aplicativo foram assassinadas nesta semana em Santa Catarina. Os crimes ocorreram em cidades diferentes e são investigados pela Polícia Civil. Um homem foi preso.
As vítimas são Alice Dresch, 74, moradora de Canelinha, na Grande Florianópolis, e Silvana Nunes de Almeira Souza, 39, de Fraiburgo, município do oeste catarinense.
De acordo com a Polícia Civil, Silvana trabalhava na quarta-feira (25) quando foi rendida por um homem durante uma corrida entre as cidades de Videira e Fraiburgo, trajeto que leva cerca de 30 minutos de carro.
A investigação apontou que, sob coação e ameaça, o homem exigiu valores da família da motorista. Depois das transações bancárias feitas para a conta da vítima, ela foi obrigada a enviar o dinheiro via Pix para uma conta vinculada ao estado do Rio Grande do Sul.
Na sequência, Silvana foi morta com disparos de arma de fogo e o corpo dela foi ocultado em uma área de mata.
Ainda a descrição da polícias, o homem descartou o celular da motorista à beira de uma rodovia e abandonou o veículo em um bairro de Videira.
A polícia depois descobriu que o autor do crime utilizou o dinheiro para quitar uma dívida com o irmão do titular da conta bancária que recebeu o dinheiro.
O homem, que não teve a identidade divulgada, foi localizado no início da noite e indicou o local onde havia ocultado o corpo da vítima. Ele foi encaminhado ao Presídio Regional.
Já em relação à moradora de Canelinha, a ninguém foi preso. Alice saiu com o carro para trabalhar na terça-feira (24) pela manhã e horas depois não havia feito mais nenhum mais contato com familiares.
Por volta das 10h, a Polícia Militar relatou ter encontrado um corpo nas margens de um riacho com sinais de violência, no bairro Gavião.
De acordo com a delegacia responsável, um suspeito foi identificado. "No momento, a polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais para dar andamento às medidas judiciais, incluindo a representação por mandados de prisão", diz.
Segundo a polícia, a "divulgação de mais detalhes neste momento pode prejudicar o andamento das investigações".