SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mapa do metrô de São Paulo deverá ganhar mais duas linhas, a 17-ouro e 6-laranja, com 17 novas estações neste ano.

Como antecipou a Folha, sete delas abrem ao público nesta terça-feira (31), quando entra em operação a linha 17-ouro, o monotrilho que finalmente vai levar transporte público ao aeroporto de Congonhas.

A oitava estação da linha 17, a Washington Luís, deve entrar em operação em 90 dias, segundo o Metrô.

No início da operação assistida, os trens deverão circular das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira, com intervalo de aproximadamente sete minutos entre eles. O horário limitado deve se estender até setembro. Até lá, não haverá cobrança da passagem.

Outras nove estações da linha 6-laranja estão programadas para entrar em funcionamento no mês de outubro, em pleno período eleitoral, segundo o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A parte a ser inaugurada em 2026 vai ligar a Brasilândia, na zona norte, a Perdizes, na zona oeste. O restante do ramal, que terá 15 estações até a Liberdade (centro), tem promessa de entrar em funcionamento em 2027.

De acordo com o governo estadual, as obras da linha 6 estão 80% prontas. A exceção é a estação 14 Bis Saracura, na Bela Vista (centro), cujos trabalhos atrasaram por causa de achados arqueológicos --ainda não há confirmação de que ela será entregue em 2027.

As duas linhas começam a funcionar com mais de uma década de atraso. A 17-ouro, por exemplo, foi prometida para a Copa do Mundo de 2014, e o projeto original tinha 18 estações --iria até o Jabaquara e levaria o metrô à comunidade de Paraisópolis, na zona sul.

Prevista para começar em 2010, a obra da linha 6-laranja sofreu uma série de adiamentos e teve início só em 2015, com previsão de entrega cinco anos depois. Porém, a construção acabou paralisada em 2016, sendo retomada em 2020 com a atual concessionária, a Linha Uni, que tem a espanhola Acciona à frente.

Até 2032, o mapa do metrô deverá contar com mais 16 estações, com as ampliações das linhas 2-verde, 4-amarela e 15-prata.

A primeira a ser entregue deve ser a estação Ipiranga, da linha 15-prata, programada para entrar em operação em 2028 --atualmente o trecho está em obras.

No caso da linha 4-amarela, as escavações para levar o metrô até Taboão da Serra, na Grande São Paulo, começaram na última terça-feira (24). A extensão terá duas novas estações, e a obra está programada para ser entregue até 2031.

Um dia antes, o Metrô iniciou as obras da estação Dutra, em Guarulhos, na região metropolitana. Ela será a última parada da extensão da linha 2-verde, que será entregue em duas partes.

A primeira fase contempla a ligação entre as estações Vila Prudente e Penha, na zona leste de São Paulo, com 8,3 km de extensão, 8 estações e a incorporação de 22 trens adicionais. A inauguração do trecho é prevista para 2028.

Já a segunda fase vai ligar as estações Penha (zona leste) e Dutra, com cinco estações e um pátio. A operação é esperada para 2032.

Estão em fase de projetos outras quatro linhas: 16-violeta, 19-celeste, 20-rosa e 23-limão.

Obras do trem intercidades começam

Começaram na última sexta-feira (27) as obras do Trem Intercidades, que vai ligar a capital paulista a Campinas, no interior do estado, com parada em Jundiaí. Os trabalhos tiveram início na cidade de Vinhedo.

O projeto será o primeiro trem de média velocidade do Brasil, com velocidade de até 140 km/h, capacidade para cerca de 860 passageiros e tempo estimado de 64 minutos no trajeto de 101 km. A operação está prevista para 2031.

Já na mesma linha vai funcionar o Trem Intermetropolitano, com início previsto para 2029. Ele fará a ligação entre Jundiaí e Campinas em um trajeto de 44 km, com tempo estimado de cerca de 33 minutos e paradas nos municípios Louveira, Vinhedo e Valinhos.