SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Fuvest, responsável pelo vestibular da USP, divulgou nesta segunda-feira (30) o calendário da edição 2027. A primeira fase será aplicada em 15 de novembro, e a segunda ocorrerá em 13 e 14 de dezembro. As inscrições abrem em 17 de agosto e seguem até 9 de outubro.

A edição de 2027 dá continuidade às mudanças feitas nos últimos anos no vestibular. A principal alteração desta edição, anunciada em dezembro, ocorre na primeira fase, com a redução do número de questões de múltipla escolha de 90 para 80, sem mudança no tempo total de prova.

Segundo a fundação, a redução é uma tentativa de dar mais tempo para que os candidatos resolvam questões que articulam conteúdos de diferentes áreas.

Para testar o modelo, a Fuvest vai aplicar simulados ao longo do ano. O primeiro tem inscrições abertas até 12h de 31 de março, pelo site da fundação. A prova será realizada em 26 de abril, já com o novo formato, e terá cinco horas de duração. A taxa é de R$ 100.

A lista obrigatória de leitura para a Fuvest 2027 terá mudanças pontuais e mantém o recorte adotado na edição anterior, com obras exclusivamente de autoras

- Opúsculo Humanitário (1853) ? Nísia Floresta

- Nebulosas (1872) ? Narcisa Amália

- Memórias de Martha (1899) ? Julia Lopes de Almeida

- Caminho de pedras (1937) ? Rachel de Queiroz

- A paixão segundo G. H. (1964) ? Clarice Lispector

- Geografia (1967) ? Sophia de Mello Breyner Andresen

- Balada de amor ao vento (1990) ? Paulina Chiziane

- Canção para ninar menino grande (2018) ? Conceição Evaristo

- A visão das plantas (2019) ? Djaimilia Pereira de Almeida

Deixam a lista apenas dois títulos da edição anterior: O Cristo Cigano (1961), de Sophia de Mello Breyner Andresen, e As meninas (1973), de Lygia Fagundes Telles.

AS ÚLTIMAS MUDANÇAS NA FUVEST

A edição da Fuvest 2026, aplicada no ano passado, já havia trazido novidades ao exame. As questões passaram a ter abordagem mais interdisciplinar e incluíram de forma mais direta conteúdos de filosofia, sociologia, artes e educação física.

A prova também registrou uma das maiores mudanças do vestibular ao alterar o formato da redação na segunda fase.

O texto deixou de ser exclusivamente dissertativo-argumentativo e passou a oferecer um segundo gênero textual de caráter narrativo, que, nesta primeira edição, foi a carta. As duas propostas partiam do mesmo texto-base, e cabia ao candidato escolher qual desenvolver.

Outra novidade foi a lista de leituras obrigatórias composta exclusivamente por obras escritas por mulheres.

Essa proposta, que valerá também para 2027 e 2028, reúne nove livros escritos por mulheres de diferentes períodos e países de língua portuguesa ?do Brasil, de Portugal, de Angola e de Moçambique. O objetivo, segundo a universidade, tentar valorizar vozes femininas na literatura, ainda pouco representadas nas edições anteriores.

Além disso, a última edição estreou um novo projeto gráfico da prova, pensado para facilitar a leitura e ajudar os estudantes a manter a concentração.