RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um homem foi preso no domingo (29) sob suspeita de tentativa de feminicídio. De acordo com as investigações, João Carlos da Silva Neto teria atropelado de forma intencional Thayssa Fernanda no bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, na semana passada.
A prisão foi realizada por agentes da 35ª DP (Campo Grande) e da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) da região. Desde o dia 23 de março, a vítima está internada em estado grave no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, com traumatismo craniano e outros ferimentos severos.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa do suspeito. No sistema judicial, ele segue sem advogado cadastrado e tinha a previsão de passar por audiência de custódia nesta segunda-feira.
Segundo testemunhas, Thayssa estava na garupa de uma motocicleta conduzida por um primo quando foi atingida por um carro. Ainda de acordo com as testemunhas, João Carlos, com quem ela teve um relacionamento, teria avançado propositalmente com o veículo contra a moto.
O motorista não prestou socorro e chegou a observar a vítima caída no chão antes de fugir do local, segundo a polícia.
O carro utilizado no crime foi localizado em uma área de mata de difícil acesso. A polícia informou que o veículo havia sido roubado em janeiro, no bairro de Madureira, e circulava com placa clonada.
João Carlos responderá por tentativa de feminicídio, perseguição e adulteração de veículo automotor.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que em 2025, o país contabilizou 1.568 vítimas, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.
Na maioria das ocorrências analisadas de 2021 a 2024, o agressor tinha relação direta com a vítima: 59,4% das mulheres foram mortas pelo parceiro íntimo e 21,3% pelo ex-parceiro. Entre os casos com autoria identificada, 97,3% foram cometidos por homens. Apenas 4,9% dos casos foram cometidos por desconhecidos.