SÃO PAULO, PS (UOL/FOLHAPRESS) - O policial Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, preso desde maio de 2025 por assassinar a esposa Amanda Fernandes Carvalho e ferir a filha dentro de uma clínica em Santos, vai a júri popular.
A decisão da Justiça de pronunciar o sargento para o júri foi confirmada ao UOL hoje. No júri popular, pessoas comuns são escolhidas para ouvir as alegações de acusação e defesa e decidir se o réu é culpado ou inocente.
A data do julgamento ainda não foi marcada e a defesa do PM pode recorrer da decisão. Somente quando a fase de recursos acabar, se a decisão sobre o júri for mantida, uma data será escolhida.
O UOL buscou a defesa de Samir para saber se ela quer se manifestar sobre a decisão. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado se houver posicionamento. Em 2025, a defesa disse ao UOL que aguardaria o término das investigações para se posicionar sobre o assunto.
Amanda Fernandes Carvalho, 42, acompanhava filha em uma consulta médica no dia 7 de maio de 2025 quando o marido chegou ao local. O crime aconteceu em 7 de maio de 2025 no bairro Marapé, em Santos
Ela se isolou com a filha e o médico em uma das salas. Trancada, Amanda conseguiu enviar uma mensagem pedindo socorro, e a Polícia Militar foi acionada.
Quando os policiais chegaram, Samir alegou não estar armado e levantou a camisa. A entrada dele foi então liberada. Minutos depois, ele foi até outra sala da clínica onde havia escondido uma pistola, atirou contra a esposa e a filha, e esfaqueou Amanda 51 vezes.
A filha do casal foi socorrida com ferimentos nos braços e nas pernas e sobreviveu. Samir foi preso em flagrante e levado ao presídio militar Romão Gomes, em São Paulo. A vítima já havia relatado ao círculo próximo que vivia sob ameaça e temia ser morta pelo companheiro.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
