SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo recebeu uma proposta de um consórcio de empreiteiras para construir a chamada "Esplanada da Liberdade", obra que vai modificar significativamente um dos pontos mais conhecidos do bairro da região central.
O projeto prevê a criação de uma praça elevada com a instalação de corredor formado por três lajes, interligando quatro viadutos do barro: Cidade de Osaka, Guilherme de Almeida, Shuhei Uetsuka e Mie Ke.
Segundo a prefeitura, no local serão construídos um novo espaço de convivência que reunirá praças, áreas de lazer, cultura, quiosques, serviços e eventos.
Os croquis da prefeitura mostram que o novo espaço ficará em cima da Radial Leste. O plano passou por consulta e audiências públicas na Câmara Municipal.
De acordo com a gestão municipal, o objetivo da Esplanada da Liberdade é desafogar o fluxo de pedestres na Liberdade, bairro bastante movimentado e conhecido como um dos principais pontos turísticos de São Paulo.
A esplanada faz parte do Plano de Metas da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), cujo segundo mandato termina em 2028. Nessa área, a gestão promete requalificar 1 milhão de metros quadrados de calçadas e passeios públicos na cidade.
O consórcio é formado pelas construtoras Construbase, F.M. Rodrigues & Cia e Hersa Engenharia. O grupo foi o único a apresentar uma proposta para realizar a obra, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo.
A criação do espaço foi aprovada na revisão extraordinária da Lei de Zoneamento, concluída em julho de 2024.
O consórcio pediu uma remuneração mensal de R$ 2,36 milhões, o que representa um desconto de 15% em relação ao valor máximo pedido pela prefeitura no edital do projeto.
As obras devem receber um investimento de R$ 338 milhões, sendo R$ 150 milhões oriundos dos cofres públicos.
A prefeitura tem até o dia 19 de maio para analisar a proposta. Segundo a gestão Nunes, o plano das construtoras está na fase de habilitação, com análise da viabilidade técnica e funcional.
Caso vença a licitação na qual é o único concorrente, o consórcio de construroras terá a concessão do espaço por 30 anos nos moldes de uma Parceria Público-Privada (PPP).
As áreas públicas terão acesso livre e funcionamento 24 horas por dia, aponta a gestão Nunes. Limpeza, segurança, manutenção e o manejo das áreas verdes serão de responsabilidade do consórcio, que também deverá promover ações culturais gratuitas.
