Com os dois últimos compromissos do Brasil antes da Copa do Mundo encerrados, não resta nada aos jogadores senão manter a saúde, o ritmo nos seus clubes e aguardar o chamado do técnico Carlo Ancelotti. No entanto, o treinador italiano ainda tem decisões cruciais pela frente.
O Brasil figura entre os favoritos ao título, e os apostadores podem utilizar o código de indicação Betano do Terra para apoiar a Seleção, além de acompanhar toda a emoção da Copa. Mesmo assim, Ancelotti precisará ser cirúrgico em sua convocação se quiser bordar a sexta estrela acima do escudo nacional.
Abaixo, listamos os jogadores que devem encabeçar sua lista de convocados. Alguns já são estrelas consagradas, enquanto outros surgem como escolhas mais controversas. Todos, porém, são peças-chave capazes de mudar o rumo de uma partida para o Brasil no Mundial.
Vinícius Júnior
Historicamente, a Seleção Brasileira atinge seu ápice quando sabe exatamente quem é o seu protagonista. De Pelé a Romário e Ronaldo, o Brasil triunfou quando teve um jogador a quem o time pudesse recorrer para transformar o destino de um jogo. Para a Copa de 2026, esse nome é Vinícius Júnior.
O atacante do Real Madrid é amplamente considerado um dos melhores jogadores da atualidade, com uma velocidade e habilidade técnica que são verdadeiros pesadelos para as defesas adversárias. Mais importante ainda: Vinícius aprimorou essas virtudes sob o comando do próprio Ancelotti, quando o italiano estava à frente do clube merengue.
Com Vini Jr., o Brasil tem uma estrela que o treinador sabe exatamente como utilizar. Embora nem sempre lidere as estatísticas de gols, se há alguém em quem o time pode confiar para decidir um confronto, esse alguém é ele.
Estêvão
O Brasil não conta apenas com um dos melhores do mundo em Vinícius Júnior; possui também uma das maiores promessas do futebol global: Estêvão. O jovem de 18 anos transferiu-se para o Chelsea em agosto de 2025 e já se consolidou como um dos destaques da Premier League.
O que mais impressiona, contudo, é o retrospecto que Estêvão vem construindo com a Amarelinha. Ele soma cinco gols em onze partidas pela Seleção, mas o número isolado não conta a história toda. Seus cinco gols foram marcados nos meses finais de 2025, o que significa que ele balançou as redes cinco vezes em apenas sete jogos no ano passado.
Esse é o tipo de aproveitamento esperado de um centroavante, o que torna o feito ainda mais notável para um ponta-direita. Apesar da juventude, está claro que ele é um diferencial. Mesmo tendo ficado de fora da última convocação devido a uma persistente lesão na coxa, sua presença no torneio é indispensável.
Alisson
O Brasil vive o privilégio de ter uma safra extraordinária de goleiros, com Alisson, Ederson e Bento plenamente capazes de assumir a titularidade na Copa do Mundo. No entanto, a ausência de Alisson nos últimos amistosos por conta de uma lesão evidenciou que ele ainda está um degrau acima dos demais.
Pesa a favor de Alisson o fato de atuar na liga mais competitiva entre os três. Enquanto Bento defende o Al-Nassr na Arábia Saudita e Ederson assinou com o Fenerbahçe, da Turquia, em 2025, tais campeonatos não oferecem o mesmo nível de exigência que Alisson enfrenta semanalmente pelo Liverpool na Premier League inglesa.
Atuar no mais alto nível do futebol europeu prepara Alisson melhor para as pressões de um Mundial. Ancelotti faria bem em ignorar o histórico recente de lesões do goleiro de 33 anos para garantir sua segurança sob as traves.
Neymar
O maior fator de desequilíbrio para o Brasil é um jogador que não atua pela Seleção desde outubro de 2023: Neymar. Após sofrer uma grave lesão no joelho, o maior artilheiro da história da equipe masculina enfrentou uma dura batalha para voltar a ser competitivo e disputar aquela que certamente será sua última Copa do Mundo.
Neymar ficou de fora da última lista de Ancelotti, que entendeu que o craque ainda não estava em sua plenitude física. Isso coloca o camisa 10 em uma corrida contra o tempo para provar sua forma antes do anúncio final do elenco.
Embora alguns apontem a inclusão de Neymar como uma das decisões mais difíceis de Ancelotti, a realidade é que deveria ser uma das mais simples. O time precisa de jogadores que decidam, e quem melhor para fazer isso do que o homem que superou os números de Pelé? Mesmo que atue como uma opção de impacto vindo do banco, ele continua sendo o diferencial definitivo de que o Brasil precisa.
