SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os quatro astronautas da missão Artemis 2 deixaram a cápsula em que viajaram ao redor da Lua às 22h35 desta sexta-feira (10), pouco mais de uma hora após o pouso no oceano Pacífico.
Primeiro, porém, depois de abrir a porta da nave, um médico entrou e avaliou se tudo estava bem com os tripulantes, começando pelo canadense Jeremy Hansen, 50, especialista de missão. Um segundo médico entrou e ficou responsável por Reid Wiseman, 50, comandante da Artemis 2. O mesmo procedimento foi adotado com o piloto Victor Glover, 49, e a especialista de missão Christina Koch, 47.
A primeira pessoa a ser retirada da Orion foi Koch, seguida por Glover, Hansen e Wiseman.
Na sequência, os astronautas foram levados de helicóptero a um navio. Glover e Christina acenaram do helicóptero, enquanto sorriam.
Depois, a equipe passará por exames médicos durante o transporte à costa, para então voar ao Centro Espacial Johnson, em Houston.
"A Nasa deu um presente ao mundo, provando para pessoas em todo o mundo, especialmente os jovens, do que somos capazes de fazer quando trabalhamos juntos", disse Amit Kshatriya, administrador associado da agência espacial dos Estados Unidos.
A Artemis 2 é a primeira viagem tripulada à Lua no século 21 e faz parte de uma sequência de viagens da Nasa que pode levar à instalação de uma base permanente no satélite natural.
Os astronautas contornaram a Lua por sete horas na última segunda-feira (6). Eles se tornaram os humanos a viajar mais longe da Terra: 406,7 mil quilômetros. O número superou em pouco mais de 6.000 quilômetros o recorde anterior, da Apollo 13, em 15 de abril de 1970.
Koch é a primeira mulher a sobrevoar o satélite natural, e Glover, o primeiro negro. A missão também marca o primeiro não americano, Hansen, a alcançar esse feito.
A equipe presenciou um eclipse solar e fez fotos que lembram as imagens dos voos Apollo, nos anos 1970.
Os momentos finais do retorno à Terra começaram 42 minutos antes da cápsula tocar o mar próximo a San Diego (EUA). A nave entrou na atmosfera terrestre a cerca de 40 mil km/h e precisou aguentar temperaturas de até 2.760°C.
Durante o período da reentrada, a Orion não teve qualquer comunicação com a Terra por cerca de seis minutos.
Foi um dos momentos mais delicados da missão, dado que a Nasa detectou problemas no escudo térmico da Artemis 1, em 2022, o primeiro voo da Orion, ainda sem tripulação. Na ocasião, segundo a agência americana, a proteção sofreu desgaste excessivo e inesperado.
