SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Viajantes de fora da União Europeia agora precisam fazer um registro digital ao entrar no espaço Schengen para estadias de curta duração.

Novo controle automatizado de fronteiras entrou em vigor na sexta-feira (10) em 29 países do espaço Schengen. A medida vale na União Europeia e também na Islândia, em Liechtenstein, na Noruega e na Suíça.

Estrangeiros deixam de ter o passaporte carimbado e passam a usar o Sistema de Entrada-Saída (SES). O sistema registra digitalmente a entrada e a saída dos viajantes.

Registro vale para quem fica até 90 dias em um período de 180 dias, com ou sem necessidade de visto. A regra mira viagens de curta duração dentro do espaço Schengen.

Chipre e Irlanda ficam fora do novo modelo e seguem com carimbo manual. Apesar de integrarem a União Europeia, os dois países não aderiram ao sistema.

Processo começa em totens de autoatendimento com leitura do passaporte e coleta de biometria. O viajante digitaliza o documento e registra dados como impressões digitais e imagem facial antes de passar por agentes de imigração.

COMO O REGISTRO PODE AFETAR A VIAGEM

União Europeia aposta que o autoatendimento vai modernizar o controle e reduzir tempo de espera. A proposta também busca melhorar o uso de pessoal na fronteira e tornar a checagem mais eficiente.

Viajante pode enviar informações com antecedência pelo aplicativo Travel to Europe nas 72 horas antes da migração. A ideia é acelerar o procedimento, que deve ser necessário apenas na primeira vez em que a pessoa usa o sistema.

Início da operação pode trazer filas maiores, como ocorreu em Portugal após adoção em outubro de 2025. Nos primeiros meses, aeroportos como o de Lisboa registraram longas esperas e reclamações.

POR QUE A UE MUDOU O CONTROLE

Sistema busca coibir migração irregular com controle mais preciso do tempo de permanência. O SES também promete melhorar a identificação de identidades falsas ao cruzar biometria e documento.

Dados pessoais devem ficar armazenados por um a cinco anos, dependendo do caso. As informações, segundo a proposta, serão protegidas contra uso abusivo.