Na noite desta terça-feira (14), o cinema se transformou em uma arquibancada para a pré-estreia do documentário Zico: O Samurai de Quintino, que mergulha na história de um dos maiores jogadores de futebol. Nas 12 salas lotadas no complexo do Downtown, na Barra da Tijuca, a sessão de cinema tornou-se uma experiência sensorial que lembrou, em emoção e intensidade, o estádio do Maracanã.
O som das torcidas foi cuidadosamente trabalhado na mixagem do filme. A cada lance e memória revisitada, o público reagia como se estivesse diante de um clássico.
Após seis anos em produção, o documentário dirigido por João Wainer remonta a trajetória de Arthur Antunes Coimbra, o Zico. Do subúrbio de Quintino às glórias com o Flamengo, passando pela experiência transformadora no Japão, o filme reúne arquivos inéditos, relatos familiares e depoimentos históricos.
Para o diretor, a dimensão do personagem exigia uma abordagem à altura.
O Zico foi um samurai que encarnou em Quintino, disse Wainer.
A frase, nascida de uma brincadeira, acabou traduzindo o espírito do filme que conta uma história de disciplina, honra e pertencimento atravessando continentes.
Wainer também destacou a importância da família na narrativa, especialmente da esposa Sandra.
Ela tem uma importância muito grande na vida do Zico e no filme também. Quando você ouve a Sandra, a Zezé, ou até a Dona Matilde nos arquivos, há um frescor diferente, afirmou.
A presença feminina é um dos eixos que sustentam o documentário. Ao revisitar álbuns guardados por décadas, a produção constrói um retrato íntimo e afetivo do ídolo para além dos gramados.
Protagonista
