SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Secretaria Estadual da Saúde confirmou nesta quinta-feira (16) a primeira morte por febre amarela em São Paulo em 2026. O homem, de 38 anos, morava no município de Cunha, no Vale do Paraíba.
Em Cruzeiro, na mesma região, uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos se recuperaram da doença. Nenhuma das três pessoas havia se vacinado contra a febre amarela. O imunizante, única forma de prevenção contra a doença, está disponível em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do estado.
Quem planeja se deslocar para locais com registro de transmissão de febre amarela ou para áreas rurais e de mata deve se vacinar ao menos dez dias antes da viagem.
Todo o estado de São Paulo é endêmico para febre amarela. O ciclo da arbovirose é silvestre, com transmissão pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O mosquito pica o macaco infectado, e depois o homem ?o animal não transmite a doença e é tão vítima quanto os humanos.
Para crianças menores de cinco anos, o imunizante é aplicado em duas doses: aos nove meses e aos quatro anos de idade.
Caso a pessoa tenha tomado apenas uma dose da vacina antes de completar cinco anos, deve receber uma dose adicional, independentemente da idade que tenha quando procurar o serviço de vacinação.
A dose zero é aplicada entre 6 e 8 meses de idade apenas em crianças que residem ou que viajarão para áreas com circulação confirmada do vírus
Para o restante da população (até 59 anos), o imunizante é oferecido em dose única, com validade por toda a vida. Quem tem 60 anos ou mais deve passar por uma avaliação médica antes de se vacinar.
Os que receberam a dose fracionada em 2018 devem se revacinar. Um estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostrou que a dose menor é eficaz por oito anos, ou seja, até 2026. Na época, o fracionamento da vacina se deu porque não havia imunizante para toda a população.
Em todo o ano de 2025 foram confirmados 57 casos de febre amarela e 35 mortes no estado de São Paulo.
