SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Oscar Schmidt, que morreu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos, revelou, em 2022, a decisão de interromper o tratamento contra um câncer no cérebro, diagnosticado em 2011. A escolha, segundo ele, foi pessoal e ocorreu após anos enfrentando a doença com sessões de quimioterapia.
Em entrevista à RedeTV!, o ex-jogador afirmou que a decisão marcou uma mudança na forma como lida com a própria mortalidade. "Parei [com o tratamento] este ano. Eu mesmo decidi parar. Morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais. Isso para mim era um terror. E, graças ao tumor, perdi esse medo", disse.
Considerado um dos maiores nomes da história do basquete, Oscar foi incluído no Hall da Fama da NBA em 2013, enquanto já realizava o tratamento contra o tumor. Na ocasião, chamou atenção ao comparecer à cerimônia usando uma boina preta, após a queda de cabelo causada pela quimioterapia.
Após interromper o tratamento, o ex-atleta afirmou que pretendia priorizar a convivência com a família. Casado com Maria Cristina, ele deixa dois filhos, além de ser irmão do jornalista e apresentador Tadeu Schmidt e tio do campeão olímpico Bruno Schmidt.
