BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), exonerou na última segunda-feira (27) o secretário de Educação do estado, Rossieli Soares.
A decisão foi recebida com surpresa por pessoas ligadas ao setor. Rossieli assumiu o cargo em agosto do ano passado, ainda na gestão de Romeu Zema (Novo) ?que deixou o posto em março para a disputa presidencial.
O motivo da exoneração do secretário não foi informado pelo Governo de Minas.
Em publicação na rede social, o agora ex-secretário agradeceu a Zema, a Mateus e aos servidores da pasta e afirmou que sua gestão gerou resultados positivos.
Ele havia assumido a função dois meses após ter deixado o mesmo posto no Pará, cargo no qual estava desde 2023.
Rossieli também foi secretário da Educação dos estados de São Paulo (2019-2022) e Amazonas (2012-2016), além de ter sido ministro da mesma pasta no governo Michel Temer (2018).
A gestão de Rossieli em Minas acumulou polêmicas. Ele encampou a estratégia do governo de ampliar as escolas cívico-militares no estado, barrada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).
Durante sua gestão, foi realizado o leilão para manutenção, por uma empresa privada, da infraestrutura de 95 escolas. Ele também foi alvo de denúncia ao Ministério Público, apresentada por membros da oposição, por uma compra sem licitação de R$ 348 milhões em materiais didáticos.
Na ocasião, o Governo de Minas afirmou que a contratação foi feita por pregão eletrônico, modalidade prevista em lei, e que gerou desconto de 57% sobre o preço de capa das obras.
Em novembro, uma aula de inteligência artificial promovida pela gestão para alunos da rede estadual foi interrompida após uma briga generalizada no estádio Mineirão.
O governo anunciou o nome de Gustavo Braga para substituir Rossieli. Servidor de carreira, ele era chefe de gabinete na Secretaria de Governo e já ocupou outros cargos na pasta de educação.
