SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Folha estreia neste domingo (3) uma série de reportagens que recontará a história dos crimes de maio, como ficaram conhecido os assassinatos que ocorreram nesse contexto.
Há 20 anos, o Estado de São Paulo foi assolado por uma onda de ataques orquestrados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). O saldo final foi a morte de 59 agentes das forças de segurança e, na reação, de 505 civis.
Na maior cidade da América Latina, houve pânico generalizado: primeiro num congestionamento recorde provocado por cancelamentos de aulas e de expedientes, depois com as ruas mais movimentadas do centro totalmente desertas.
Ônibus foram incendiados, e presos tomaram dezenas de presídios de São Paulo em rebeliões, com reféns mortos e batalhões de choque agindo para retomar o controle.
A série começa com uma reportagem que mostra como o PCC transformou Paraisópolis, a maior favela de São Paulo, no seu quartel general com um domínio territorial crescente e até então não visto no estado.
A série também vai recontar as histórias dos crimes de 2006 e suas consequências -ou ausência de consequências, com depoimentos de familiares de vítimas que até hoje buscam algum tipo de reparação pelas mortes.
Essa é uma história que começa na investigação dos mais de 500 assassinatos cometidos há 20 anos. Quase a totalidade casos foi arquivada por falta de provas de autoria. Até hoje perdura o esforço para que eles não fiquem impunes.
A série também trará resumos da sequência dos fatos de 2006, atualizará o paradeiro dos principais nomes envolvidos no noticiário de 2006 e apresentará um retrato do estágio atual de organização do PCC.
