Vitor Rangel Aguiar, 27, suspeito de matar a estudante de medicina Julia Vitória Sobierai Cardoso, 22, no Paraguai, se entregou à polícia na manhã de hoje, em São Luís.
Vitor se apresentou espontaneamente acompanhado dos advogados. O homem estava foragido desde que Julia foi encontrada morta no apartamento onde vivia, no dia 23 de abril. A defesa dele não foi localizada.
Ele prestou depoimento à polícia. O conteúdo do que o suspeito falou não foi divulgado pela corporação. Após ser ouvido, o homem foi encaminhado para uma prisão na capital.
Estudante foi morta com golpes de faca e tesoura
O suspeito foi denunciado por feminicídio pelo Ministério Público do Paraguai. A denúncia foi feita pela Procuradoria Regional de Ciudad del Este, região onde ocorreu o crime.
A perícia constatou que Julia sofreu 67 golpes de arma branca. Segundo o promotor, 60 ferimentos foram provocados por uma tesoura de cutícula e outros sete por uma faca. O exame de autópsia ainda apontou para um estrangulamento, segundo o MP. O corpo foi encontrado por uma colega de Julia.
O MP paraguaio ainda pediu que a Justiça converta a prisão de Vitor em preventiva assim que ele for capturado. Para a promotoria, há risco constante de fuga e de que ele atrapalhe as investigações.
Vitor, que também é estudante de medicina no Paraguai, fugiu levando o celular da vítima, conforme o MP. O promotor responsável pela denúncia, Osvaldo Zaracho Romero, disse que o crime pode ter sido cometido porque o homem não aceitava o fim do relacionamento.
Julia mudou-se para o Paraguai no ano passado. Ela queria se tornar médica pediatra e estava no segundo período de medicina na Unida (Universidad de la Integración de las Americas). Ela nasceu em Chapecó (SC), porém sua família atualmente mora em Navegantes (SC).
Seus colegas a descreveram como focada e alegre. Eles organizaram um ato para homenagear a estudante em frente à universidade ontem.
"O suspeito teria entrado na propriedade aproveitando o fato de que sua ex-parceira estava sozinha, entrando no quarto e fechando a porta, e então a agarrou pelo pescoço e a agrediu dentro do quarto", disse o Ministério Público do Paraguai, em nota.
