SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A mulher de 56 anos que foi atingida pelas chamas após tentar impedir que o filho incendiasse uma motocicleta durante uma abordagem da Polícia Militar em Domingos Martins, no Espírito Santo, morreu. A informação foi divulgada pela TV Globo.
Silvia de Oliveira estava internada em estado grave desde o dia 28 de abril, em um hospital da Serra, na Grande Vitória. A mulher havia sofrido queimaduras graves no rosto e nos braços.
O filho dela ateou fogo na própria moto durante uma fiscalização de trânsito. A mãe tentou impedir a ação, mas acabou sendo atingida pelas chamas.
O motociclista foi abordado, segundo a polícia, porque a moto estava sem placa de identificação. Ainda de acordo com a corporação, após ser informado das medidas administrativas e da retenção do veículo, o condutor passou a demonstrar comportamento agressivo e deixou o local.
Ele retornou posteriormente com a placa, porém foi advertido de que o equipamento apresentava avarias nos locais de encaixe. Ao ser informado pelos agentes de que o problema não poderia ser resolvido naquele momento, o homem se afastou alguns metros e retornou com um galão de gasolina.
PMs ordenaram que ele soltasse o galão, mas o homem não obedeceu. Em seguida, avançou em direção ao veículo retido e lançou gasolina sobre a motocicleta e sobre a própria mãe, que tentava contê-lo, ateando fogo em seguida.
O suspeito resistiu à prisão e familiares tentaram impedir a ação policial. Em nota, a corporação afirmou que foi necessário o uso de spray de pimenta para contenção dos envolvidos.
Após ser detido, foi constatado que ele também sofreu queimaduras nos braços em decorrência do incêndio provocado por ele. Ele recebeu tratamento e foi liberado. Segundo as autoridades, o homem passou por audiência de custódia e está preso. A motocicleta foi recolhida.
