BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O policial militar Richard Dourado, que ajudou nos primeiros socorros às vítimas do avião que bateu na lateral de um prédio na última segunda-feira (4) em Belo Horizonte, diz que o local parecia um cenário de guerra após a colisão.
Morador do segundo andar do edifício, um abaixo de onde a aeronave atingiu a estrutura, o sargento afirma que retirou a esposa e o filho do local e voltou para prestar os primeiros socorros às vítimas, antes da chegada dos bombeiros.
"Quando eu saí do meu apartamento, tinha muita poeira, escombros, um cenário bem triste, simulando uma guerra mesmo", diz Dourado.
Ele voltou ao apartamento na tarde desta terça-feira (5), após parte do prédio ser liberada para o retorno dos moradores. Apenas dois apartamentos no terceiro andar seguem isolados para limpeza.
O militar, que está de férias, afirma que levou um torniquete que tinha em casa e ajudou a conter o ferimento na perna de um dos envolvidos no acidente até a chegada do resgate.
Dos cinco ocupantes da aeronave, o piloto Wellinton Oliveira, 34, e Fernando Moreira Souto, 36, morreram no local. Leonardo Berganholi Martins, 50, morreu horas depois, no Hospital João 23.
Seguem internados na unidade Arthur Schaper Berganholi, 25, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53. A unidade não informa o estado de saúde dos pacientes. Os moradores do edifício não ficaram feridos.
As investigações do acidente estão a cargo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e da Polícia Civil.
O avião que deixou Teófilo Otoni (MG) na manhã da última segunda fez uma parada no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Minutos após a decolagem com destino a São Paulo, a aeronave perdeu sustentação e atingiu uma área de escadas e corredor do edifício, no bairro Silveira.
