RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - O governo do Acre exonerou o padrasto do adolescente de 13 anos apreendido após o ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que deixou duas funcionárias mortas na terça-feira (5). A pistola utilizada pertence ao homem, segundo as investigações. Ele ocupava um cargo em comissão.

A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado, junto de outras medidas adotadas pela governadora Mailza Assis Cameli (PP), entre elas o decreto de luto oficial de três dias pelas vítimas.

Em nota, a defesa do padrasto afirmou que o adolescente teve acesso indevido à arma de fogo, "sem autorização ou conhecimento prévio".

O texto diz ainda que o investigado "não teve qualquer participação, incentivo ou anuência" nos atos praticados pelo enteado.

Os advogados afirmaram também que ele se apresentou voluntariamente às autoridades após tomar conhecimento do caso e que tem colaborado com as investigações.

Segundo a Polícia Civil, foi registrado um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) contra o padrasto. Ele foi detido na terça, interrogado e liberado em seguida.

A Polícia Civil não informou quem faz a defesa do adolescente e, por isso, não foi possível localizá-la.

Por meio de nota, o governo do Acre informou que quatro pessoas foram atingidas pelos disparos, sendo três funcionárias e um aluno. Morreram a auxiliar administrativa Raquel Sales Feitosa, 36, e a inspetora Alzenir Pereira da Silva, 53.

As duas pessoas feridas no ataque receberam alta hospitalar. Uma criança de 11 anos passou por avaliação multiprofissional, incluindo atendimento psicológico, não apresentou fraturas nem sangramento ativo e teve alta após a retirada do projétil que atingiu uma das pernas.

Já uma servidora atingida no ataque também deixou o hospital. Ela deverá passar por um procedimento cirúrgico ambulatorial previamente agendado.

A polícia informou ainda que o adolescente segue apreendido. O celular dele foi recolhido e as investigações trabalham com diferentes linhas para tentar identificar o que levou o garoto a cometer o ataque.

Conforme o comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do Acre, tenente-coronel Felipe Russo, o adolescente, por ser aluno da instituição, não teria tido dificuldades para entrar no prédio.

Conforme o oficial, o adolescente estava com outros dois carregadores municiados e se entregou após o ataque.

O Instituto São José é uma escola estadual. A SEE (Secretaria de Estado de Educação e Cultura) suspendeu todas as aulas da rede estadual por três dias.