SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Sindicato dos Metroviários de São Paulo anunciou a marcação de uma greve da categoria na próxima quarta (13), por 24 horas.
Na véspera haverá uma assembleia geral dos funcionários na sede do sindicato, no Belém, zona leste da capital, para confirmar a paralisação. Se ela ocorrer, não funcionarão as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata. A 4-amarela, 5-lilás e 17-ouro não entram por serem mantidas por concessionárias.
A principal reivindicação da categoria é a abertura de concurso público para a reposição do quadro de funcionários. Segundo a presidente do sindicato, Camila Lisboa, o quadro do Metrô reduziu para praticamente a metade nos últimos dez anos.
"Hoje há 5.663 funcionários distribuídos em todas as áreas de atendimento, operação dos trens, segurança pública, manutenção, administração", diz Lisboa.
A dirigente destaca que, na pesquisa de satisfação dos passageiros, referente ao ano de 2025, 76,3% das pessoas disseram que o serviço metroviário é bom ou muito bom. Resultado este, segundo ela, que se dá com sobrecarga de trabalho e maior adoecimento dos funcionários em atividade.
"Sem concurso há mais de dez anos, a luta pela abertura do mesmo é um dos motivos para ir à greve. Junto a isso, os trabalhadores sofrem um grave ataque em seu plano de saúde e a empresa se nega a negociar itens como a igualdade salarial nas mesmas funções e garantir negociações de Participação nos Resultados", afirma a presidente, ressaltando que a greve pode não ocorrer caso a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a direção do Metrô aceitem negociar.
À reportagem o Metrô disse que não vai se pronunciar e aguardará o resultado da assembleia da terça-feira. O governo estadual não respondeu até a publicação desta reportagem.
No dia 10 de fevereiro deste ano, durante a campanha salarial, os metroviários aprovaram um estado de greve e também indicaram uma possível paralisação, mas ela não ocorreu.
