Márcio Talaska, 38, foi preso pela Polícia Civil, ontem, em Nova Londrina, noroeste do Paraná, suspeito das mortes de sua mulher, Iria Djanira Ramon Costa Talaska, 36, e de sua filha, Maria Laura Ramon Talaska, 3, encontradas dentro de um carro submerso no rio Paraná na noite de 2 de maio deste ano.
O que aconteceu
Márcio Talaska, de 38 anos, foi preso pela Polícia Civil ontem em Nova Londrina, noroeste do Paraná. Segundo a investigação, ele dirigia o carro da família e foi o único a sair com vida. A polícia suspeita que ele provocou a morte da mulher e da criança.
A delegada Iasmin Gregorio informou que havia contradições entre o depoimento de Talaska e o que foi apurado pela polícia. Em entrevista ao portal Tnonline, a delegada afirmou que a análise de 23 imagens de câmeras de segurança e os depoimentos de testemunhas contradisseram a versão apresentada pelo suspeito.
Suspeito havia dito que era a esposa quem dirigia o veículo e que ela se perdera no caminho. As imagens, porém, segundo a delegada, mostram que era ele quem dirigia o carro, desde quando saíram da casa onde a família estava, numa confraternização, até a descida na rampa de acesso ao rio.
Defesa de Talaska diz que não teve acesso integral à decisão judicial e aos elementos probatórios. "Qualquer análise mais aprofundada será realizada assim que a defesa tiver conhecimento completo dos fundamentos utilizados para justificar a segregação cautelar", diz, em nota.
Márcio encontra-se profundamente abalado, emocionalmente destruído pela tragédia que vitimou sua esposa e sua filha. Trata-se de um homem que, além de enfrentar uma perda irreparável, agora se vê privado de sua liberdade antes mesmo de ter acesso pleno aos elementos que sustentaram essa decisão.
Defesa de Márcio Talaska
Relembre o caso
As vítimas foram identificadas como Iria Djanira Ramon Costa Talaska, 36, e Maria Laura Ramon Talaska, 3, assim que foram localizadas. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros do Paraná.
O veículo teria despencado de uma rampa e caído dentro do rio em circunstâncias ainda a serem esclarecidas. O caso ocorreu por volta das 22h30 de 2 de maio deste ano.
Corpos de Iria e Maria Laura foram resgatados pelos bombeiros na madrugada do dia seguinte. Os militares também retiraram o carro de dentro do rio, que foi submetido a perícia.
Iria era servidora pública e trabalhava no Hospital Municipal Santa Rita de Cássia, na cidade de Nova Londrina. A prefeitura lamentou a morte de Iria, se solidarizou com os familiares e destacou que ela "atuou com dedicação, responsabilidade e carinho ao próximo" na unidade de saúde. Os corpos de mãe e filha foram sepultados no Cemitério Municipal de Nova Londrina.
Em caso de violência, denuncie
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 - Central de Atendimento à Mulher - e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Como denunciar casos de violência
Não tolere violência, saiba como procurar ajuda
O Ligue 190 é o número de emergência indicado para quem estiver presenciando uma situação de agressão. A Polícia Militar poderá agir imediatamente e levar o agressor a uma delegacia.
Também é possível pedir ajuda e se informar pelo número 180, do governo federal, criado para mulheres que estão passando por situações de violência. A Central de Atendimento à Mulher funciona em todo o país e também no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita.
O Ligue 180 recebe denúncias, dá orientação de especialistas e encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. Também é possível acionar esse serviço pelo WhatsApp. Nesse caso, acesse o (61) 99656-5008.
