SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para 29 de outubro deste ano o júri popular do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de causar o acidente que terminou com a morte do motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana.

Sastre, 26, dirigia um Porsche na noite do dia 31 de março de 2024, quando perdeu o controle do veículo e atingiu o carro da vítima em alta velocidade, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo.

Ele está preso preventivamente desde maio de 2024 e é réu por homicídio qualificado. Sastre também responde por lesão corporal contra outra vítima, o amigo Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro do Porsche.

A Folha tentou contato com a defesa do empresário neste domingo (10), mas não obteve retorno. O advogado dele, Jonas Marzagão, afirmou, na ocasião da prisão preventiva, que a medida contra o seu cliente era "excessiva".

Nos últimos dois anos, a defesa de Sastre tentou oito pedidos de liberdade, todos negados pela Justiça. "A prisão foi decretada sob o viés exclusivo da gravidade do delito e a repercussão midiática, que (parece) fazer de refém, até mesmo quem não deveria ser levado pelos influxos de prejulgamentos extrajudiciais:

Magistrados!", diz trecho do pedido de habeas corpus.

O advogado disse ainda, na época, que Sastre já estava sob oito medidas cautelares, depósito de R$ 500 mil de fiança, vedação de dirigir e contatar testemunhas, o que, segundo ele, "nunca foi descumprido e, sempre foi suficiente".

A Justiça negou os pedidos, afirmando que há indícios de que o réu estava embriagado quando bateu no veículo de Viana.

A colisão aconteceu na avenida Salim Farah Maluf, por volta das 2h. Sastre perdeu o controle do Porsche e colidiu na traseira de um Renault Sandero. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde morreu.

Segundo o Ministério Público, Fernando havia saído com a namorada e um casal de amigos. O grupo consumiu bebidas em dois estabelecimentos. De acordo com a perícia, Fernando estava dirigindo a 156 km/h na hora do acidente.

Em seu depoimento, ele negou ter consumido bebida alcóolica mas admitiu que estava acima do limite de velocidade da via, que é de 50 km/h.