BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A gestão do Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais, interditou uma área de um sítio arqueológico onde foram feitas pichações sobre pinturas rupestres em rochas.

A suspensão da visitação ao local, que dá acesso às cachoeiras de Congonhas de Cima, será mantida até que uma perícia seja feita na área.

Criado em 1984, o parque fica na região central do estado e tem 31,6 mil hectares, ou 316 quilômetros quadrados, extensão territorial próxima à de Belo Horizonte (331 km²).

O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), responsável pela gestão do local, diz ter tomado conhecimento das pichações no dia 30 de abril e acionado as autoridades para investigar a ocorrência.

O órgão afirma que a perícia será feita por uma equipe do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com apoio de pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), para analisar a possibilidade de restauração das obras.

O Iphan, por sua vez, afirma que já atuava em medidas emergenciais para a remoção das pichações e que aguarda o agendamento da visita técnica pelo ICMBio. Os dois órgãos também relatam ter denunciado a situação à Polícia Federal.

O gestor do parque afirma que as pichações podem ser caracterizadas como crime contra o patrimônio cultural e contra unidade de conservação federal.

"Trata-se de um ato extremamente grave. As pinturas rupestres são parte do patrimônio histórico, arqueológico e cultural brasileiro. São registros da presença humana ancestral neste território e pertencem à coletividade", diz o ICMBio.

O órgão avalia contratar uma empresa de vigilância e monitoramento remoto por câmeras para locais considerados sensíveis e situados em áreas remotas no interior da unidade ?caso dos sítios arqueológicos com pinturas rupestres.