RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Um jovem de 18 anos foi apreendido em Arapiraca, no agreste de Alagoas, no último sábado (9), após investigações apontarem que ele voltou a publicar conteúdos de apologia ao nazismo, mensagens discriminatórias e conteúdos relacionados a atos preparatórios para terrorismo em redes sociais e fóruns digitais.
Embora tenha 18 anos atualmente, o investigado responde por atos infracionais atribuídos ao período em que tinha 17 anos, o que mantém a competência da Vara da Infância e Juventude sobre o caso.
As informações sobre as publicações chegaram às autoridades brasileiras por meio de comunicados enviados por agências de segurança dos Estados Unidos, que monitoravam o conteúdo divulgado pelo investigado na internet.
O nome do suspeito não foi divulgado pela Polícia Civil e, por isso, não foi possível localizar sua defesa.
O jovem já havia sido apreendido em agosto de 2025, por suspeita de ameaças e atos de homofobia direcionados ao influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. Na ocasião, a Justiça determinou a internação provisória do adolescente.
Segundo as investigações, após cumprir medida socioeducativa e ser colocado em liberdade, ele retomou a atividade em plataformas digitais, com a divulgação de mensagens de intolerância religiosa, homofobia e conteúdos ligados ao nazismo.
A Polícia Civil de Alagoas representou novamente pela internação do investigado após receber os relatórios encaminhados pelas autoridades americanas. O pedido teve parecer favorável da Justiça, e a Vara da Infância e Juventude de Arapiraca determinou a internação provisória por 45 dias.
O mandado de busca e apreensão foi cumprido por equipes da Delegacia Especial da Criança e do Adolescente e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.
Segundo o inquérito, o investigado tinha conhecimento avançado em tecnologia e facilidade para se comunicar em outros idiomas, características que, de acordo com a investigação, eram utilizadas para disseminar conteúdos de ódio nas redes sociais.
O delegado Alexandre Leite afirmou que os relatórios enviados pelas autoridades dos Estados Unidos apontavam mensagens publicadas entre novembro e dezembro com teor nazista e conteúdos relacionados a atos preparatórios para terrorismo.
De acordo com a Polícia Civil, o caso seguirá sob acompanhamento durante o período de internação e poderá passar por reavaliação judicial conforme o andamento das investigações.
