SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Defesa Civil estadual afirmou que não há prazo para liberar a área atingida por explosão no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, na tarde de segunda-feira (11).

"Ainda não dá [para liberar]. A Polícia Técnico Científica já está aqui, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas já está aqui, e a gente vai começar uma nova vistoria", afirmou Maxwel Souza, tenente da Defesa Civil, para a TV Globo, na manhã desta terça-feira (12).

Ele explicou que vistoria vai ocorrer e vão analisar se as famílias poderão retornar para buscar alguns pertences.

"Vamos fazer uma vistoria bem minuciosa na rua, nas casas que foram mais afetadas. Aí a gente vai poder entender se podem voltar ou não podem, mas no sentido de poder retirar seus pertences", disse.

Segundo o tenente, as famílias que estão nos hotéis serão chamadas de forma organizada para acessar o local em que moravam. .

Não há risco de nova explosão, conforme a Defesa Civil, porque a concessionária de gás está no local e interrompeu o fornecimento. A vistoria será feita para descartar a possibilidade novos abalos na área.

EXPLOSÃO ATINGIU 46 CASAS E CAUSOU UMA MORTE

Uma grande explosão deixou um morto e três feridos após equipes a Sabesp atingirem a rede de gás encanado durante obras no Jaguaré, na tarde desta segunda-feira. Ao menos 46 casas sofreram danos, sendo que algumas delas ficaram completamente destruídas.

Um homem de 45 anos, identificado como Alessandro, morreu após ser soterrado pelos escombros. Ele vivia no local a mulher e um enteado.

Entre os feridos estão um funcionário da Sabesp, que procurou atendimento médico com ajuda de moradores; um outro homem levado ao pronto-socorro regional de Osasco; e um morador que teria sido arremessado pela janela de sua residência no momento da explosão. Ele não corre risco de morte.

No total, dez casas foram interditadas e 36 atingidas indiretamente. Segundo os bombeiros, 160 pessoas ficaram desalojadas.

Os apartamento do condomínio próximo tveram danos nas janelas com o impacto.

Em nota, a Sabesp afirma que a obra foi previamente alinhada e era acompanhada pela concessionária responsável pela rede de gás.

A Comgás afirmou à Folha de S.Paulo que a obra não era dela, mas de terceiros, sem citar a Sabesp. A concessionária não informou se acompanhava a Sabesp no momento do acidente.

O governo do estado afirmou que as concessionárias serão convocadas a prestar esclarecimentos.