SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O subprocurador-geral de tutela cível e coletiva do Ministério Público de São Paulo, Fausto Junqueira de Paula, evitou comentar nesta terça-feira eventuais responsabilidades da Sabesp e da Comgás na explosão no Jaguaré, na zona oeste da capital, que matou uma pessoa e deixou outra em estado grave.
Fausto afirmou que o foco do Ministério Público neste momento é dimensionar os danos causados às famílias atingidas e acompanhar as necessidades individuais de cada morador antes de discutir possíveis responsabilizações. "Primeiro, nós vamos apurar a extensão dos danos. Depois disso, outras responsabilizações podem ser discutidas, se forem necessárias", disse.
A explosão atingiu ao menos 46 imóveis, sendo que 10 foram interditados pela Defesa Civil. O Corpo de Bombeiros contabiliza cerca de 160 pessoas desalojadas após o acidente.
O MP informou que equipes das áreas de tutela coletiva, infância e juventude, idosos, pessoas com deficiência, urbanismo, meio ambiente e defesa do consumidor acompanham o caso. A intenção, de acordo com o subprocurador, é conversar individualmente com cada família para entender as diferentes necessidades provocadas pela tragédia.
"São pessoas diferentes, com necessidades especiais, idosos, crianças. O Ministério Público se preocupa com o dano de cada pessoa individualmente e também com o dano coletivo que isso pode ter causado", afirmou.
Questionado sobre relatos de que os auxílios emergenciais e hospedagens oferecidos às famílias teriam duração inicial de dez dias, Fausto afirmou considerar prematuro definir prazos neste momento e não informou se haverá ampliação do período de atendimento ou aumento nos valores pagos às vítimas.
Moradores atingidos pela explosão relataram preocupação com o valor inicial de R$ 2.000 entregue às famílias afetadas. O subprocurador disse que a situação de cada vítima ainda será analisada pelo órgão. "Vamos levantar as necessidades de cada um. O Ministério Público não está desatento a isso", declarou.
O QUE DIZ QA SABESP E A COMGÁS?
A Sabesp disse que o acidente ocorreu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, "quando houve o atingimento de uma rede de gás, o que levou à imediata paralisação dos trabalhos". "As empresas adotaram imediatamente todos os protocolos de segurança", acrescentou em nota conjunta com a Comgás.
As causas da ocorrência estão sendo apuradas e as empresas afirmaram que colaboram com as investigações das autoridades competentes.
Em nota, a Comgás disse ter recebido um chamado às 15h15 sobre um vazamento de gás causado por uma obra. "A equipe chegou ao local às 15h37 e eliminou o vazamento. A concessionária esclarece que não realizava manutenção no local. A empresa segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações", diz.
