SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os corredores e espaços de convivência do condomínio Morada do Parque, no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, estão tomados por estilhaços de vidro e de telhas. Os moradores retornaram nesta terça-feira (12) para suas casas para avaliar os prejuízos causados pela explosão de gás durante uma obra da Sabesp que deixou uma pessoa morta e outras três feridas na tarde de segunda-feira (11).

É o caso da analista de logística Helena de Sousa, 51, que trabalhava em casa na hora da explosão. "A explosão me jogou no chão e fiquei atordoada. Machuquei o joelho e as mãos. Fiquei atordoada e só lembrei de descer. Achei que ia cair o resto do prédio e morrer todo mundo", relatou.

Ela estava caminhando para a sala da casa na hora em que as janelas estouraram. Por poucos segundos, não foi atingida pelos estilhaços da janela onde trabalha no notebook. Imagens registradas horas após a explosão mostra pedaços de vidro sobre o local de trabalho da mulher.

Ela conta, ainda, que começou a sentir o cheiro de gás por volta das 15h, quando ligou para a portaria do condomínio pedindo que a Comgás fosse acionada. No entanto, recebeu informações de que as equipes já estavam a caminho. Helena mora no quinto andar do bloco A.

Condomínio ficou repleto de estilhaços de vidros e outros materiais que se deslocaram com a explosão Guilherme Matos Folhapress Porta com vidro quebrado em vários pontos, com estilhaços no chão. Ao fundo, área externa cercada por tela, com prédio residencial e pintura colorida na parede. Imagem pequena **** A neta dela, uma estudante de 16 anos, que mora no final da mesma rua, contou que também ouviu o estrondo. Ela afirmou que o barulho foi muito alto e viu crianças correndo, pessoas gritando, chorando, passando mal e pedindo ajuda, em desespero.

A família agora busca ressarcimento pelos prejuízos. No apartamento, todas as janelas foram destruídas. Estilhaços ainda caem das janelas de residências em diversos blocos.

Ao menos 128 apartamentos do local foram afetados. As residências são dos blocos A e B. Fabiano Pereira, supervisor interno da empresa responsável pelo condomínio, afirma que há locais com diferentes níveis de danos.

Ainda falta vistoriar os blocos C, D e E. Cada torre tem 64 apartamentos.

Em nota, a Sabesp disse se solidarizar com as vítimas da ocorrência registrada na região e "informa que realizava, no local, uma obra de remanejamento de tubulação de água, previamente alinhada e acompanhada pela concessionária responsável pela rede de gás".

"As causas da ocorrência estão sendo apuradas pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes", acrescentou a companhia.

A Sabesp afirmou prestar prestar apoio necessário às vítimas, moradores, comerciantes e demais pessoas impactadas, "permanecendo à disposição para colaborar integralmente com as investigações".

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