SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, morreu enquanto dormia durante a explosão em obra da Sabesp que atingiu casas no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, na segunda-feira (11). A família pediu que o corpo seja levado para Minas Gerais, estado de origem da vítima, e o traslado será custeado pelas empresas envolvidas no acidente, informou a Defesa Civil.
Outros três homens ficaram feridos na explosão. Um deles segue internado e entubado em estado estável em um hospital de Osasco, mas ainda demanda cuidados intensivos. Outra vítima foi atendida no Hospital Universitário e recebeu alta médica. Já um funcionário da Sabesp permanece internado no HC (Hospital das Clínicas), também em estado estável.
Enquanto familiares aguardam respostas sobre indenizações e retorno para as casas, equipes do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Defesa Civil e Polícia Técnico-Científica realizam perícias nos imóveis atingidos para definir quais estruturas poderão ser recuperadas e quais precisarão ser demolidas.
Os imóveis estão sendo classificados em quatro categorias: verde, para imóveis liberados; amarelo, para interdição parcial; laranja, quando há comprometimento estrutural; e vermelho, para imóveis condenados e sem possibilidade de recuperação.
"Há algumas casas completamente danificadas, sem condição de serem reerguidas", afirmou o tenente Maxwel Souza, da Defesa Civil.
Ao todo, 46 imóveis foram interditados preventivamente após a explosão, mas o número de casas efetivamente condenadas ainda depende da conclusão das vistorias técnicas. Inicialmente, as autoridades trabalhavam com uma estimativa preliminar de dez imóveis gravemente destruídos.
A Defesa Civil afirmou que não há risco de novas explosões na região porque o fornecimento de gás foi interrompido após o acidente. "Não há mais vazamento de gás constatado", disse o tenente.
Ele afirmou, porém, que ainda existe risco de desabamento de estruturas fragilizadas pela explosão. "O risco agora é estrutural. Uma parede, um teto ou uma coluna ainda podem cair", declarou.
Moradores desalojados seguem hospedados em hotéis ou na casa de familiares enquanto aguardam autorização para retornar aos imóveis. Parte deles poderá entrar nas residências apenas para retirar medicamentos, documentos e objetos pessoais após liberação dos engenheiros responsáveis pelas vistorias.
A explosão é investigada pela Polícia Civil e pela Polícia Técnico-Científica. Moradores afirmam que havia forte cheiro de gás horas antes do acidente e relatam ter alertado equipes que trabalhavam na obra. "Essa informação é importante para fins de inquérito", afirmou o porta-voz da Defesa Civil ao comentar os relatos de moradores sobre vazamento antes da explosão.
