SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não apontou culpados pela explosão que aconteceu durante uma obra da Sabesp na tarde de segunda-feira (11) no Jaguaré, zona oeste da capital paulista.

Uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas, uma delas em estado grave. A explosão atingiu ao menos 46 imóveis, sendo que 10 foram interditados pela Defesa Civil. O Corpo de Bombeiros contabiliza cerca de 160 pessoas desalojadas após o acidente.

Diversos apartamentos de um condomínio próximo ao local tiveram vidros quebrados.

"É difícil falar agora o que aconteceu porque a gente precisa aprofundar, precisa ter todos os parâmetros. O Instituto de Criminalística vai fazer o laudo, vai fazer a perícia, vamos entender o que aconteceu", disse Tarcísio durante entrevista coletiva em frente à sede do Comando da Polícia Militar.

No início da tarde, Tarcísio participou da entrega de novas viaturas para a PM.

"Ninguém faz isso querendo. Pelo contrário, todo mundo quer fazer a obra ali da melhor forma possível. E você tem muita incerteza em termos de cadastro ainda, mas não dá neste momento para dizer o que aconteceu."

De acordo com Tarcísio, que é engenheiro, obras desse porte contam sempre com a presença de um técnico da empresa de gás, que tem como uma das atribuições ajudar a direcionar os trabalhos.

"Você não sabe se tem problema de cadastro, as redes todas aqui são muito antigas, então é difícil agora dizer exatamente o que aconteceu", acrescentou.

O governador explicou que o método usado tinha objetivo de reduzir o tamanho da intervenção no local.

"Estava sendo feita uma reconstituição de tubulação. Foi escolhido um método não destrutivo para isso, com furo direcional, justamente para minorar problemas."

Sobre os desabrigados, ele disse que o governo dará toda a assistência necessária. Tarcísio afirmou que todo o custeio de reformas e indenizações será feito pela Sabesp e pela Comgás, com o estado prestando auxílio caso alguma das empresas deixe de cumprir o acordo.

Conforme o governador, devem ser feitas reformas onde for possível. Naquilo que não for possível reformar, o governo tem duas linhas de ação: a compra assistida do imóvel danificado ou a construção de uma nova residência no mesmo local.

Segundo Tarcísio, o valor do auxílio inicial para os moradores afetados subiu de R$ 2 mil para R$ 5 mil.

O governador também disse que as empresas serão cobradas pelos órgãos de regulação e, caso sejam encontrados problemas, prometeu punições.

"É importante, sim, prover o saneamento, mas é importante fazer isso com segurança. A gente não pode abrir mão disso."

De acordo com o governador, São Paulo tem hoje 1.200 canteiros de obra da Sabesp em 371 municípios.

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