SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo autorizou nesta terça-feira (12) a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) a realizar até dois megashows gratuitos por ano na avenida Paulista, na região central da capital.
O órgão decidiu por maioria apertada, seis votos a favor e cinco contrários, acolher o pleito da prefeitura, formalizado em fevereiro, quando assinou um aditamento ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público para ampliar a quantidade de eventos de grande porte na Paulista.
A homologação do Conselho Superior do Ministério Público foi necessária porque o TAC limitava a organização de grandes eventos na avenida desde 2007.
Até a decisão desta terça, o cartão postal da cidade só podia receber a festa de Ano-Novo, a corrida de São Silvestre e a Parada do Orgulho LGBT+. Com a nova decisão, ficam autorizados mais eventos de grande porte por ano.
Na ocasião, em 2007, o acordo foi firmado pela Promotoria de Habitação e Urbanismo para mediar o conflito entre moradores do entorno, afetados pelo barulho e transtornos causados pelas multidões em áreas urbanas.
O tema foi votado nesta terça após adiamento da discussão em sessão extraordinária no fim de abril, interrompida a pedido da procuradora Patrícia Moraes Aude. Ela foi acompanhada por outros conselheiros que também alegaram necessidade de mais prazo para avaliar o tema.
A gestão Nunes projeta megashows na Paulista no segundo semestre deste ano, aos moldes do Todo Mundo no Rio, evento que levou Madonna (2024) Lady Gaga (2025) e Shakira (2026) ao Rio de Janeiro e atraiu multidão na praia de Copacabana.
Há sinalização da administração municipal que entre os possíveis candidatos estão Adele, U2, Foo Fighters e Rolling Stones ?a banda britânica, inclusive, já fez um show gratuito em Copacabana em 2006. A ideia é promover dois grandes shows a cada ano a partir de 2027.
