SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segunda votação na noite desta quarta-feira (13) o projeto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de reajuste de 3,51%, parcelado em dois anos, para os servidores públicos. Contrários à proposta, os trabalhadores da educação já decidiram que irão continuar em greve.

O projeto foi aprovado com 35 votos a favor e 16 contra. A votação ocorreu após manifestação dos trabalhadores da educação que durou todo o dia. Eles começaram com uma assembleia em frente à prefeitura pela manhã, seguiram para a Câmara Municipal e depois seguiram para a avenida Paulista, onde se juntaram ao ato de estudantes das universidades paulistas.

Após a aprovação do projeto, os trabalhadores marcaram um novo ato para sexta-feira (15), em frente à prefeitura.

Procurada, a gestão Nunes não respondeu sobre a continuidade da greve.

"A decisão pela continuidade da greve é uma reação às maldades do prefeito Nunes contra os profissionais que vivenciam, no chão da escola, o colapso da educação na maior cidade do país, com condições indignas, que vêm adoecendo os trabalhadores, em função de salas superlotadas, sem ventilação e necessitando de reformas", diz nota do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo).

Os trabalhadores da educação estão em greve há 16 dias. Eles reivindicam um reajuste salarial de ao menos 5,4% e mais 10% de aumento real, além da incorporação de abonos complementares. A prefeitura propõe reajuste de 2% neste ano e de 1,51% em 2027.

Para a Coeduc (Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação da Municipal), que é composta por três sindicatos de trabalhadores da educação, a proposta da prefeitura é "insuficiente e desrespeitosa".

Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse ter apresentado proposta de aumento salarial de 3,51% para todos os servidores, com base no IPC-Fipe acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. Informou que a medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento.