SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), por meio das Secretarias de Parcerias em Investimentos e de Projetos Estratégicos, homologou nesta sexta-feira (15) o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro como vencedor da licitação para construção do novo centro administrativo, na região central. O ato oficializa o resultado do leilão realizado em 26 de fevereiro, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
O complexo estimado em R$ 6,09 bilhões deverá ser erguido no entorno do parque Princesa Isabel, no bairro Campos Elíseos, em uma área estigmatizada pela principal cena de consumo da cracolândia.
Vitrine da promessa do governador de colaborar com a requalificação da região central da capital paulista, a nova sede do governo estadual tem conclusão prevista para 2030.
Na etapa de homologação, o governo do estado valida a regularidade da licitação e confirma o resultado oficial. Após isso, o processo segue para a adjudicação, formalizando o consórcio vencedor como responsável pela execução do projeto.
O próximo passo será a assinatura do contrato entre o estado e a concessionária que fará a implantação e administração do complexo. O documento estabelecerá as responsabilidades das partes, os parâmetros de desempenho e os mecanismos de acompanhamento e fiscalização da concessão.
Dois grupos tinham apresentado propostas para a licitação: os consórcios Acciona-Construcap e MEZ-RZK Novo Centro. O grupo vencedor exigiu um pagamento mensal, chamado de contrapartida, de aproximadamente R$ 69,23 milhões para fazer a gestão e manutenção dos edifícios por 30 anos. O valor ficou abaixo dos cerca de R$ 72,7 milhões exigidos pelo concorrente derrotado.
É justamente essa contraprestação mensal que definiu o leilão, uma vez que o escolhido foi o grupo empresarial que ofereceu o maior desconto na taxa que o estado irá pagar.
Integram o consórcio vencedor as construtoras Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property.
O governo do estado deve desembolsar quase R$ 25 bilhões para pagar o consórcio ao longo de 30 anos, sem considerar a correção pela inflação.
O projeto será feito no modelo de PPP (parceria público-privada), o que significa que poder público e empresários dividem responsabilidades na construção e gestão dos edifícios. Durante a fase de obras, prevista para durar cinco anos, o estado aplicará R$ 3,4 bilhões entre o primeiro e o quarto ano. Já o consórcio vencedor deverá dispor de R$ 2,7 bilhões.
Nesse sistema, o consórcio também fará a gestão e manutenção dos prédios. Isso significa que a empresa cuidará da segurança, limpeza, funcionamento dos elevadores e tudo o que for necessário para a utilização dos edifícios. Para isso, o governo fez uma oferta máxima de contraprestação de R$ 76 milhões por mês, com correção pela inflação.
O novo centro administrativo deve concentrar cerca de 22 mil servidores, atualmente distribuídos em quase 40 endereços da capital paulista. A intenção do governo é reduzir custos administrativos e requalificar a região central de São Paulo, com preservação do patrimônio histórico e estímulo à ocupação qualificada da área.
