SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Equipes da Sabesp romperam uma tubulação da Comgás na zona leste de São Paulo, causando vazamento de gás na quinta-feira (14), três dias após a explosão no bairro Jaguaré, zona oeste da capital paulista, que causou a morte de dois homens.

A perfuração mais recente ocorreu na rua Senador Amaral Furlan, no bairro Parada XV de Novembro, região de Itaquera.

Vizinhos do local ficaram assustados com o cheiro de gás e com receio de uma possível explosão.

"Na primeira ou segunda cavada, pegaram a tubulação da Comgás, aí foi aquele cheirão, aquela pressão de gás", disse Márcio dos Passos, vizinho da obra, à TV Globo.

A cabeleireira Francelini Jeniffer de Souza, afirmou que ficou sem informação.

"Na hora que ocorreu o fato, eles só correram, não avisaram a gente. Eu perguntei se estava acontecendo alguma coisa. Tava um forte cheiro de gás. As clientes estavam no salão, pedi para todo mundo sair, mas em nenhum mmomento vieram falar para a gente se tinha risco de acontecer uma explosão", disse.

A Sabesp afirmou que o vazamento de gás ocorreu em uma intervenção, com compartilhamento prévio de informações técnicas entre as concessionárias antes do início da escavação.

"Assim que as equipes da companhia identificaram a ocorrência, a concessionária de gás foi imediatamente acionada para atendimento emergencial. Por volta das 15h30, o reparo da tubulação já havia sido concluído", afirmou a Sabesp.

A Comgás, por sua vez, afirmou que que fornece previamente as informações e dados técnicos para execução de obras sob responsabilidade de terceiros, e que realiza o acompanhamento no local sempre que solicitado.

Com relação ao incidente de quinta-feira, a empresa afirmou que recebeu um chamado às 13h38, chegou ao local às 14h, e eliminou o vazamento. Segundo a empresa, após avaliação técnica foi constatado que não havia risco aos moradores.

SABESP PARALISA OBRAS ONDE HÁ TUBULAÇÃO DE GÁS

A Sabesp afirmou que decidiu paralisar temporariamente, pelo prazo inicial de 15 dias, todas as obras em locais públicos com interferência direta em redes do sistema público de gás.

A medida, segundo a companhia, amplia a suspensão anteriormente adotada, que estava restrita às intervenções realizadas por método não destrutivo.

"A decisão tem caráter preventivo e busca reforçar a segurança operacional, permitindo a revisão dos procedimentos técnicos, protocolos de atuação e fluxos operacionais aplicados nas obras executadas pela companhia, além da elaboração de medidas adicionais de controle e mitigação de riscos", destacou.

O prazo pode ser prorrogado caso haja necessidade ou se forem definidas novas diretrizes operacionais, disse a Sabesp.