SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Guilherme da Silva Sá, 20, morreu no domingo (17) após dois meses internado em estado grave. Ele foi atingido por uma pedra enquanto dirigia na rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC.
A família pede justiça para que outras pessoas não se tornem novas vítimas da chamada gangue da pedrada. Grupos jogam pedras nos veículos para obrigar os motoristas a parar nas rodovias e depois os assaltam.
É o que tentaram fazer com a vítima na madrugada de 15 de março. Guilherme seguia pela rodovia Anchieta a caminho de uma festa em São Paulo, quando avistaram um homem no km 18, na altura do Jardim do Mar, próximo a uma passarela. Guilherme tentou desviar, mas o criminoso jogou uma pedra grande, que ultrapassou o para-brisa e o atingiu na cabeça. Ele teve múltiplas fraturas no rosto e na cabeça.
Com o impacto da pedra, o jovem desmaiou e o veículo ficou desgovernado. O dono do carro dirigido por Guilherme estava no banco do passageiro, conseguiu segurar o volante, colocar a marcha em neutro e frear alguns metros à frente.
Ele assumiu a direção e levou o amigo até o Hospital Sancta Maggiore, onde foi constatado traumatismo grave. De lá, ele foi transferido para a UTI do HC (Hospital das Clínicas) de São Paulo, em razão da gravidade do caso. Ele permaneceu na unidade até a morte, no domingo, 64 dias após o ataque.
Nenhum suspeito foi identificado ou preso até o momento.
A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que o caso foi registrado inicialmente como dano e lesão corporal. Após a Polícia Civil ser comunicada da morte, um inquérito policial foi instaurado pelo 1° DP de São Bernardo do Campo para apuração do crime de homicídio.
A tipificação criminal pode ser alterada no decorrer do inquérito sem prejuízo à apuração dos fatos, diz a pasta.
A irmã de Guilherme pediu justiça. "Nós, como familiares, a gente só pede ajuda para identificar imagens para poder ver a autoria desse crime. Claro, a gente sabe que a vida do Guilherme, infelizmente, a gente não vai ter de volta, mas que tenha pelo menos justiça", disse à TV Globo.
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