RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A JAC Motors afirmou nesta quarta-feira (20) em comunicado que não possui registro de falhas em suas vans elétricas como a relatada pelo motorista envolvido no acidente que levou à morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, 20, filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para temas de paz e segurança.
Uma falha no freio do veículo é uma das suspeitas da Polícia Civil para explicar o atropelamento no domingo (17) em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, que deixou outras duas pessoas feridas.
Em nota, o grupo SHC, do qual a JAC Motors faz parte, manifestou "profundo pesar e consternação pelo falecimento da jovem Mariana, solidarizando-se com os familiares e amigos neste momento de dor".
"A empresa informa que, ao longo de todos os anos de atuação no mercado mundial e brasileiro, nunca houve registro de ocorrência semelhante à relatada pelo motorista, sempre prezando pelos mais elevados padrões de qualidade, segurança e confiabilidade de seus produtos", afirma o comunicado.
A empresa declarou também que acompanhará o inquérito e vai colaborar com as investigações da Polícia Civil.
"Neste momento, em respeito à família e ao devido processo de investigação, a empresa aguardará a conclusão das análises oficiais", declarou a JAC.
O motorista da van, Lucas Leandro do Espírito Santo Marques, 24, relatou aos policiais que a direção do veículo travou e o sistema de freios falhou no momento em que ele tentava mudar de faixa.
Ele disse que perdeu o controle da van, subiu na calçada e atingiu as vítimas. O policial responsável pelo registro afirmou que não encontrou marcas de frenagem na pista e fotografou a cena do acidente.
No registro da ocorrência, obtido pela reportagem, a PM afirmou que o motorista permaneceu no local, colaborou com os agentes e não apresentou sinais de alteração. Testemunhas também disseram à polícia que o condutor pode ter tentado desviar de um ciclista antes de perder o controle da direção. A van foi apreendida e passará por perícia.
Marques foi submetido a testes do bafômetro e de detecção de drogas. Ambos tiveram resultados negativos.
Mariana caminhava ao lado da mãe, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, vice-cônsul do Brasil em Buenos Aires, quando foi atingida. A jovem sofreu traumatismo craniano e múltiplas lesões. Ana Patrícia também ficou ferida e recebeu alta. Ela continuará em tratamento em São Paulo.
A terceira vítima, Sérgio da Costa Luiz, teve ferimentos leves e foi liberado.
