Os trabalhos de Frei Agostinho de Jesus, reconhecido como um dos precursores da arte sacra no Brasil colonial, estão em uma exposição que começou nesta semana, em São Paulo, na Fundação Maria Luísa e Oscar Americano.
A mostra reúne 48 obras do artista e há esculturas em terracota, prataria sacra, assim como textos históricos, entre outras produções.
Com curadoria de Rafael Schunk, a exposição demonstra como a arte sacra e, por sua vez, as obras de Agostinho foram influenciadas por diferentes culturas e povos através de relações comerciais e sincretismo religioso.
As obras mostram como as populações indígenas levaram aspectos únicos para a arte sacra produzida no Brasil, como o uso de terracota. Essas obras têm traços específicos da cultura local, que acabaram sendo apropriadas pelos colonizadores e que mais tarde seriam incorporadas ao movimento Barroco.
